Fim do prazo para vacinação contra H1N1 gera longas filas em postos
Pacientes reclamam da desorganização e do número limitados de vacinas
Com a proximidade do fim do prazo de vacinação contra o vírus H1N1, os postos de saúde de Maceió têm recebido centenas de pacientes do chamado grupo prioritário. Na manhã desta terça-feira (17), uma longa fila se formou na Unidade de Saúde da Família (USF) da Pitanguinha e a espera durou até 4 horas.
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A principal reclamação de quem enfrenta longas filas é a desorganização no atendimento. Os pacientes dizem que outro problema enfrentado é a limitação no número de doses de vacinas. Segundo eles, a quantidade distribuída diariamente é insuficiente para atender à demanda e dizem temer a não imunização.
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"Meu avô tem 93 anos e teve que enfrentar essa fila toda. Chegamos às 7 horas e tive que fazer uma grande confusão para ele ser atendido. Tá um tumulto, um despreparo. Isso é um absurdo", afirmou Ricardo Lisboa, que acompanhava um paciente nesta manhã.
"Tem gente que chegou aqui 6 horas, 7 horas. Eu cheguei às 8 horas e ainda estou na fila. Já vim ontem, cheguei às 13h, e disseram que não tinha mais vacina. A moça nos disse que serão só 200 doses, no máximo 300. Quero ver como vão fazer pra atender esse povo", questionou Rosângela Coelho.


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O paciente Henrique José de Lima diz que buscou atendimento em outras unidades, mas que não conseguiu atendimento e que, por isso, tentava se vacinar na Pitanguinha. "Já fui no posto do José Tenório, no HU [Hospital Universitário], no Hiper da Gruta e em todo canto tá esgotado. Já me disseram que só tem aqui e em mais outro posto. Tô aqui no sol esperando desde cedo e, se não conseguir me vacinar hoje, vou desistir", afirmou.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que o abastecimento das unidades de saúde está ocorrendo diariamente e que a USF Pitanguinha se encontra abastecida com doses da vacina de H1N1.

