Família ainda aguarda liberação do corpo de mulher trans de AL
Alagoana de Pão de Açúcar foi morta com um golpe de canivete no pescoço
Familiares da mulher trans Ana Luisa Pantaleão, encontrada morta na terça-feira (19), às margens de uma rodovia na cidade de Pirapora do Bom Jesus, no estado de São Paulo, ainda aguardam a liberação do corpo da jovem para realizarem o traslado até o município de Pão de Açúcar, interior de Alagoas.
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Segundo Cláudia Santos, avó da vítima, os trâmites burocráticos são responsáveis pela demora na liberação do corpo de Ana Luisa, para que seja sepultada junto aos familiares.
“Ainda estamos fazendo os trâmites para liberar o corpo. Tem três dias que estamos correndo atrás disso. Creio que, até o final do dia de hoje, terei uma posição, mas a previsão é que seja liberado segunda ou, no máximo, terça da próxima semana, mas não tem nada certo”, disse Cláudia.
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Ana Luisa estava desaparecida desde o dia 4 de setembro, quando foi encontrada morta na terça-feira. O suspeito, segundo a imprensa paulista, é motorista de transporte por aplicativo e confessou o crime.
Ele tem 21 anos e disse em depoimento que teria contratado os serviços de uma garota de programa, mas que, ao perceber que Ana Luisa era mulher trans, teria desistido da prática sexual, motivo que teria feito a vítima ter um excesso de raiva, atacando-o com um canivete, momento em que ele conseguiu pegar o objeto cortante e a atacou no pescoço.
Após o crime, o suspeito levou a vítima até um motel na cidade vizinha e enrolou o corpo em um cobertor. Em seguida, ele desovou o corpo às margens da rodovia.
O suspeito foi preso temporariamente e, depois de cinco dias, confessou o crime, apontando aos policiais onde deixou o corpo da vítima.

