Ex-baterista de banda de axé é encontrado morto em residência no Farol
Corpos de Dudu Athayde e Dayana Maria Monteiro tinham marcas de tiro
O ex-baterista da banda Cannibal Eduardo Henrique Athayde, o Dudu Athayde, de 34 anos, foi encontrado morto dentro de sua casa, localizada no bairro do Farol, na parte alta de Maceió. O corpo do músico foi encontrado pela irmã ao lado de uma mulher identificada como Dayana Maria Monteiro, no estúdio musical que há na residência.
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Os corpos estavam deitados um ao lado do outro numa cama, e a arma - uma pistola 765 - foi encontrada na mão direita de Dudu, que apresentava marca de tiro na têmpora direita. Já Dayana estava abraçada ao corpo do músico e tinha marca de tiro na testa. Os dois estavam vestidos. No local, havia comida e bebida alcoólica.
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Segundo o delegado Antônio Henrique, a suspeita é que se trata de homicídio seguido de suicídio, mas somente o trabalho da perícia é que vai esclarecer o caso.

O delegado informou que já foi possível apurar que Dayana é natural do Ceará, tinha chegado a Alagoas havia poucos dias e estava com a chave do apartamento de uma colega, também natural do Ceará.


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"Temos que investigar, inclusive, as circunstâncias como essa menina veio para cá. Ela é cearense, e está aqui há pelo menos três dias. Verificamos que ela tem a chave do apartamento de uma colega, que é do Ceará e está vindo para Maceió. Segundo a família, o Eduardo não tinha namorada. Não casa o contexto da menina estar com ele", relata. Amigos de Dudu disseram à Gazetaweb, entretanto, que Dayana era namorada do baterista.
No local, a polícia encontrou também o comprovante da compra de um sushi em uma loja aqui na cidade, feita na madrugada de segunda-feira. Para o delegado, isso pode ajudar a precisar quando ocorreu o crime.
O delegado informou que a polícia foi acionada após a irmã da vítima encontrar os corpos, por volta das 13h, quando ela foi ao estúdio chamar Dudu para almoçar. Equipes dos Instituto de Criminalística (IC) e Instituto Médico Legal (IML) também foram acionadas para o recolhimento e perícia do corpo, respectivamente.
DEPRESSÃO
O delegado Antônio Henrique também relatou que, de acordo com a família, o músico - que morava com a mãe - tinha problemas de depressão, era recluso e costumava passar muito tempo tocando bateria no estúdio da casa.
"Dudu tinha uma vida equilibrada, era de classe média alta e não tinha problemas financeiros, mas entrou em depressão a partir do ano passado, com a morte do pai, a quem ele era muito apegado", contou à Gazetaweb um amigo do músico, que preferiu não se identificar. Segundo ele, o baterista chegou a dizer a outro amigo que antes do Natal "se encontraria com o pai".
Dudu Athayde tocou na banda Cannibal durante oito anos e chegou a acompanhar os cantores Djavan e Guilherme Arantes em shows.

