Especialista aponta avanço da instabilidade, mas nega que atinja toda Maceió
Mensagens que circulam nas redes sociais afirmam que situação estaria atingindo o Jacintinho, Barro Duro, Feitosa e Aldebaran
A instabilidade do solo avança nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, aponta um novo estudo do professor Abel Galindo, responsável pela divulgação dos primeiros dados sobre a situação das áreas, em 2018. Apesar do avanço, o especialista afirma que não há evidências que comprovem que Maceió irá desaparecer, como tem sido divulgado em mensagens nas redes sociais.
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O professor destacou que não que a área real atingida pela instabilidade do solo cresceu e já chegou mais próximo da Fernandes Lima. "Um novo estudo aponta que não atinge a Fernandes Lima, mas está mais perto. E no Bebedouro também houve ampliação da área. Mas não tem nada de Pitanguinha, Aldebaran".
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As mensagens que estão circulando nas redes sociais destacam que advogados teriam entrado com ações contra a Braskem e que novos bairros, como Jacintinho, Barro Duro, Feitosa e Aldebaran seriam atingidos. Além disso, um mapa também está sendo compartilhado com as novas áreas atingidas.
O especialista nomeia o mapa como Mapa do Terror e afirma que tudo se trata de fake news. As informações foram divulgadas em entrevista à TV Pajuçara, na noite desta quinta-feira (29).


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Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM)
O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), que atua na questão da instabilidade do solo nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, desde 2018 - informou que não há dados que comprovem a ampliação da área afetada.
Em nota, divulgada nesta quinta-feira (29), o Serviço Geológico destacou que as informações que circulam nas redes sociais são as famosas "fake news". "A análise de um dado em detrimento de outro não é capaz de definir com precisão a situação da evolução da deformação nas regiões afetadas, por isso, se investe tempo em monitoramento para que nenhuma vida seja posta em risco e nem haja uma crise de pânico desnecessária".
Além disso, o SGB-CPRM informou que não reconhece nenhum tipo de conteúdo informal compartilhado nas redes sociais. "O Serviço Geológico do Brasil repudia a exploração do sofrimento daqueles que tiveram seus imóveis atingidos pelas rachaduras e demais danos, bem como daqueles que sofrem por viverem em áreas adjacentes. Ciente de que hoje ainda há cidadãos vivendo em áreas de risco, o Serviço Geológico do Brasil manifesta solidariedade e votos para que sejam conquistadas, tão brevemente quanto possível, as condições de segurança".
A Braskem não quis se pronunciar sobre o novo estudo do professor Abel Galindo e nem sobre as mensagens que circulam nas redes sociais.
