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Com serviços parados, agentes fazem ato em frente ao sistema prisional

Suspensão dos serviços teve início na sexta-feira e visitas aos presos foram interrompidas

Os agentes penitenciários que estão com os serviços paralisados desde essa sexta-feira fizeram um ato público, neste sábado (07), com um café da manhã, na portaria central da Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcanti de Oliveira. As visitas foram suspensas aos reeducandos e alguns familiares tiveram que voltar para casa. Não houve confusão pelo menos durante a manhã.

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O intuito da mobilização deste sábado é de chamar a atenção do governo para as reivindicações feitas pela categoria. De acordo com os integrantes do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), apenas 30% dos serviços estão sendo mantidos este final de semana, além da suspensão das visitas aos presos.

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A paralisação de advertência foi decidida na última terça-feira (03) durante uma assembleia onde a maioria dos agentes votou pela suspensão de alguns serviços para que as demandas, algumas delas pautadas desde o ano passado, fossem atendidas. A previsão é que os atos tenham fim por volta das oito da manhã da segunda-feira (09).

Nessa sexta-feira, foi proibida a entrega da alimentação aos presos feita pelos familiares e, neste sábado e domingo, as visitas que aconteceriam no horário de 09h às 16h estão interrompidas.

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O vice-presidente do Sindapen, Petrônio Lima, ressaltou que, na prática, mais de 30% dos serviços estão funcionando durante a paralisação. "Nós estamos garantindo a segurança de todo o complexo, com escolta interna e externa, além da entrega dos remédios e alimentos dos presos e isso é até mais que os 30% previstos na paralisação, porque entendemos que o sistema prisional não pode parar, porém precisamos reivindicar nossos direitos", destaca.


				Com serviços parados, agentes fazem ato em frente ao sistema prisional
FOTO: Camila Barbosa

Na terça-feira (10), às 10h, haverá uma assembleia entre a categoria e a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) para analisar as propostas do governo. A partir do resultado desse encontro, será definido se a greve geral será decretada ou não.

Em relação à decisão do desembargador Sebastião Costa Filho, autorizando os agentes terceirizados a usar armas no sistema, Petrônio Lima esclarece que o Sindapen não tem nada contra a posição do sindicato dos prestadores de serviço, mas defende as condições estabelecidas pelo Estatuto do Desarmamento.

"Nós recorremos judicialmente, vamos recorrer até a última instância, pois esse é um direito nosso previsto pelo Estatuto do Desarmamento que diz que o porte de arma é exclusivo do agente penitenciário efetivo e não abrimos mão desse direito", entende.

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