Bebê que nasceu na rua, em Maceió, tem sífilis congênita e segue internada
Mãe da criança recebeu alta; Conselho Tutelar monitora parentes para que criança não perca o vínculo familiar
A bebê que nasceu no meio da rua na manhã dessa terça-feira (3), no bairro do Benedito Bentes, em Maceió, tem sífilis congênita e continua internada. A mãe da criança, porém, recebeu alta nesta quarta-feira (4) e vai receber auxílio para se manter saudável devido ao vício em drogas e à esquizofrenia. As informações foram passadas pelo conselheiro tutelar Fábio Rogério, durante entrevista concedida àTV Ponta Verde.
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Depois do nascimento, a mulher e o bebê foram levados para uma maternidade de Maceió, onde foram submetidas a exames, sendo constatado que a bebê nasceu com sífiles congênita e precisa de cuidados.
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"A mãe recebeu alta, mas a criança permanece internada para receber todos os cuidados necessário", disse Fábio Rogério.
Profissionais da área da saúde afirmam que, normalmente "o tratamento é feito apenas com a injeção única de 50.000 UI/Kg de Penicilina benzatina", porém, "o médico também pode optar por não fazer a injeção e apenas manter o acompanhamento do desenvolvimento do bebê com exames frequentes de sífilis".


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O conselheiro disse ainda que a mulher já tem outros dois filhos que moram com familiares. "Já estamos em contato com os conselheiros das regiões onde os parentes moram para a criança não perder o vínculo com a mãe. Ela recebeu alta hospitalar, mas também estamos pensando na saúde dessa mulher, nos cuidados que ela vai precisar", defendeu.
A mulher deu à luz na rua, no bairro do Benedito Bentes, com a ajuda de um motociclista que passava pelo local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou somente depois que o bebê já tinha nascido e encaminhou mãe e filha para a maternidade.
"Essa mãe estava em situação de rua mesmo tendo uma referência familiar no Village. Ela é esquizofrênica e dependente de drogas. A gente vê a situação de mulheres nessa situação que acabam tomando a atitude de encaminhar para o abrigo e não queremos que, nesse caso, ela perca esse vínculo familiar", concluiu o conselheiro.
