Apesar de problemas estruturais, conselhos dizem ser contra fechamento do PAM
Categorias cobram reestruturação do espaço e a retomada de atendimentos integrais na unidade de saúde
Apesar dos problemas estruturais encontrados no PAM Salgadinho, em Maceió, representantes de conselhos de classe afirmaram nesta quarta-feira (20) que são contrários ao fechamento da unidade de saúde. A medida, segundo as entidades, vai afetar diretamente cerca de 1.200 pacientes, que são atendidos por dia no local.
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Para os conselhos de Fisioterapia, Serviço Social, Enfermagem e Psicologia, a prefeitura de Maceió deve reestruturar o espaço e garantir a retomada integral dos atendimentos. Devido a uma greve que conta com a adesão de diversas categorias, houve uma redução para 400 atendimentos diários há cerca de cinco meses.
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Nesta manhã, houve uma reunião para discutir o possível fechamento da unidade e ações que devem ser propostas à Secretaria Municipal de Saúde. "Nós viemos aqui avaliar a situação e vamos nos reunir para elaborar um relatório que será entregue ao poder público", explicou Charles Andrade, conselheiro do Conselho de Fisioterapia.
Informações sobre o possível fechamento do PAM Salgadinho passaram a circular nos corredores da unidade depois que o Conselho Regional de Medicina recomendou a "interdição ética", com a retirada de médicos do local.


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"A única coisa que concordamos com o Conselho de Medicina é que a situação não pode ficar como está. Mas fechar essa unidade não é uma decisão sensata. Ao invés do fechamento, o posto só precisa de reformas", ponderou Ana Cláudia Ferreira, do conselheira do Conselho de Enfermagem.
O discurso foi reforçado por Cícero Lourenço, atual diretor financeiro e ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Previdência Social (Sindprev). "Nós, do Sindiprev, somos contra o fechamento. Queremos que a prefeitura realize as obras prometidas para não desassistir os pacientes da região".
Nessa terça-feira à noite, a Secretaria de Comunicação de Maceió informou que o secretário de Saúde, Jose Thomaz Nonô, busca uma negociação com as categorias para evitar o fechamento da unidade e que acredita no esforço coletivo.

