Ambulantes da orla de Maceió afetados por decreto do Governo de AL fazem campanha nas redes sociais em busca de doação de alimentos
Sem ajuda por parte do Estado para sobreviver na fase vermelha, comerciantes alegam que estão passando fome
Afetados pela pandemia da Covid-19 há mais de um ano, os ambulantes da areia da praia, da orla de Maceió, vivem o momento mais crítico, com o retorno do estado para a fase vermelha do distanciamento social controlado. O novo decreto do Governo de Alagoas proibiu as atividades dos comerciantes na faixa de areia e, agora, muitos estão passando necessidades, até mesmo com falta de comida.
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Nessa terça-feira (30), o Governo renovou o decreto por mais 15 dias. Os ambulantes não veem saída para a situação deles.
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“Nós estamos sofrendo desde o início da pandemia, quando fechou tudo da primeira vez. Voltamos a trabalhar, mas não foi como antes. Na nova onda, reduzimos a quantidade de guarda-sol para 15, depois 10, depois de segunda a sexta e, depois, fechou. Agora vem mais 15 dias de decreto. Estamos necessitando de alimentos, muita gente está passando fome”, afirma Ernandes, dono de uma barraca na Praia de Pajuçara, há três anos, e representante dos ambulantes.
Ele critica a burocracia para conseguir a linha de crédito dada pelo Governo do Estado, por meio da Desenvolve-AL. “O projeto da Desenvolve tem uma grande burocracia, tem que ter nome limpo. Imagine o ambulante que vem sofrendo há um ano, poucas pessoas tiveram acesso a esse projeto do Governo. Cerca de 90% dos ambulantes da areia da praia estão com o nome negativado”, expôs.


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Segundo Ernandes, a Prefeitura de Maceió deve disponibilizar, ainda nesta quinta-feira (1º), um quiosque para receber as doações da população.
“Queremos chamar a atenção dos nossos clientes e da população, para que nos ajude neste momento difícil para todos nós”, reforçou.
Quem quiser ajudar os ambulantes pode entrar em contato por meio do telefone (82)98703-2559.
