Agências da Caixa têm aglomerações e Sindicato lamenta desamparo do governo
Com o início do pagamento do auxílio emergencial, foi possível observar grande movimentação de clientes à porta de diversos bancos
A Caixa Econômica Federal (CEF) iniciou, na manhã desta terça-feira (14), mais um lote de pagamento do Auxílio Emergencial em todo o país. Em Alagoas, agências com filas, aglomerações dentro e fora puderam ser observadas por quem passava nas imediações. O Sindicato dos Bancários de Alagoas lamentou a falta de atenção do governo Renan Filho (MDB) para com a categoria em período de crise gerado pela pandemia do novo coronavírus.
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Márcio dos Anjos, presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas, afirma que, há quase um mês, a categoria, por meio do sindicato, tenta proposta diante do poder público, para que o atendimento acontecesse por agendamento, mantendo apenas atendimentos essenciais de forma presencial, além da realização de campanhas de conscientização.
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"Desde o dia 12 de março, propusemos que houvesse agendamento de atendimento, sendo de forma presencial só os essenciais. Sugerimos, também, que fosse feita campanha de esclarecimento junto à sociedade sobre a não necessidade de ir até as agências bancárias, exceto em excepcionalidades, mas, infelizmente, não aconteceu e as consequências estão aí" disse o presidente.
Márcio disse, ainda, que tanto o governo do Estado de Alagoas quanto o Ministério Público do Trabalho (MPT) receberam ofícios que foram protocolados no intuito de incluir a categoria dos bancários no decreto governamental, restringindo o atendimento apenas para casos essenciais e com o objetivo de cobrar do MPT fiscalização das aglomerações nas agências.


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A Vigilância Sanitária de Alagoas também recebeu ofício com o objetivo de que o poder público se envolvesse a fim de solucionar os problemas causados pela aglomeração. Márcio lamentou a falta de resposta dos órgãos públicos e o consequente desamparo.
"Protocolamos os ofícios com o objetivo claro de envolvimento do poder público para solucionar o problema causado, que são as aglomerações. Poder este que tem realmente a competência de fiscalizar e fazer cumprir os próprios decretos. Economias se recuperam, empregos se retomam, vidas perdidas não. Nosso compromisso é com a vida das pessoas", concluiu o sindicalista.
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