TJ/AL prepara sistema para encaminhar réus ao AA e Narcóticos Anônimos
Comissão se reuniu nesta quarta-feira e planeja treinar servidores e juízes para a ação
A Comissão de Implementação do Programa Cooperando definiu que deverá estar pronto até o dia 1º de outubro um sistema de comunicação que permita o encaminhamento de réus aos grupos de autoajuda dos Alcoólicos (AA) e dos Narcóticos Anônimos (NA), em reunião nesta quarta-feira (19).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O Programa do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) visa o encaminhamento de pessoas envolvidas em processos criminais ou cíveis e que tenham vício em álcool ou outras drogas. A varas judiciais farão o acompanhamento da frequência dos encaminhados às reuniões dos grupos, e o tratamento poderá servir como condicionante para a suspensão de uma ação criminal, por exemplo.
Leia também
Serão respeitados o anonimato e a forma de trabalho dos grupos. A ação, inédita entre tribunais do Brasil, foi instituída após assinatura de termo de cooperação com o AA e o NA, na quarta-feira passada (12), pelo presidente do TJAL, Otávio Praxedes.
"Alinhamos hoje com a Diretoria de Tecnologia (Diati) que até o dia primeiro será entregue o modelo de relatório que será disponibilizado para os grupos, pelos quais eles retornarão informações às unidades judiciais. E a coordenação do Programa vai colher esses dados para gerar estatísticas", explicou o juiz Maurílio Ferraz, subcoordenador da Comissão.


Motociclista morre após acidente em Teotônio Vilela e deixa esposa grávida

Polícia cumpre mandados de prisão durante operação

Incêndio destrói depósito de recicláveis em Maceió

Carros colidem em cruzamento na Ponta Verde em Maceió
Na reunião, também foi acertado que será elaborado um cronograma de treinamentos para magistrados e servidores que atuarão na área. Definiu-se ainda que a coordenação do Programa utilizará a estrutura da Sala Lilás do TJAL.
Membro da Comissão de Implementação, o juiz José Miranda Santos Júnior, auxiliar do Juizado de Violência Doméstica de Maceió, garante que a unidade será uma das primeiras a abraçar a medida. "A violência doméstica, em grande parte, é cometida por pessoas que têm problemas com vícios. Mas acredito que todos os juízes têm interesse, já que o problema do álcool está em todo o estado".
O juiz Maurílio Ferraz destaca que os Alcoólicos Anônimos estão presentes em todas as Comarcas de Alagoas, e os Narcóticos atuam em Maceió e Arapiraca. No total, são 196 grupos de autoajuda. Com a cooperação, a "rede" varas do Judiciário se unirá à rede desses grupos, como define Ferraz. "São forças vivas da sociedade, que a gente sabe que existem, mas não estão conectadas. O Tribunal vai ser o elo entre as duas".
Também já está confirmada a participação do Juizado de Violência Doméstica de Arapiraca, 14ª Vara Criminal de Maceió (Crimes de Trânsito), 28ª Vara Cível da Capital (Infância e Juventude), 15ª Vara Criminal de Maceió (Entorpecentes) e 3ª Vara Criminal de Santana de Ipanema.
Participaram da reunião ainda a secretária especial da Presidência, Ednilda Lessa, que também é secretária da Comissão; o servidor Alexandre Caiado (membro); e o diretor de a Diati, José Baptista. A Comissão tem como coordenadora a desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento.
