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Policial acusado de matar dois colegas em AL passará por exame de sanidade mental

Perícia deve esclarecer se Gildate Goes sofreu algum tipo de surto na época do crime, em Delmiro Gouveia


				Policial acusado de matar dois colegas em AL passará por exame de sanidade mental

A Justiça determinou que o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho seja submetido a exame de sanidade mental no processo em que é acusado das mortes dos policiais Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira, ocorridas em 20 de maio de 2026, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. A decisão é do dia 4 de setembro.

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A perícia deve avaliar as condições mentais do policial e esclarecer se ele sofreu algum tipo de surto na época do crime.

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O exame será realizado por um médico integrante do Centro Psiquiátrico Judiciário. O profissional terá prazo de 45 dias para apresentar o laudo. O período poderá ser ampliado caso haja necessidade devidamente justificada.

O Ministério Público e a defesa terão cinco dias para informar se pretendem apresentar quesitos ao perito responsável pela avaliação.

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Depois da conclusão da perícia, as partes terão dez dias para se manifestar sobre o laudo. Em seguida, o processo retornará para análise da Justiça.

Mortes dos policiais

Gildate está preso preventivamente desde 20 de maio de 2026, data em que ocorreram as mortes dos dois policiais.

Segundo as investigações, os três policiais estavam em uma viatura após realizarem uma diligência no Sertão de Alagoas. Durante o trajeto, Gildate teria efetuado os disparos contra os colegas.

Denivaldo foi atingido na nuca, enquanto Yago foi baleado na região da têmpora. Os dois morreram ainda dentro do veículo.

O crime aconteceu na Praça Vicente de Menezes, no Centro de Delmiro Gouveia.

Mortos na viatura

O crime ocorreu na madrugada de 20 de maio de 2026, quando os três policiais retornavam de uma diligência em uma viatura da Polícia Civil.

Segundo as investigações, Gildate ocupava o banco traseiro, enquanto Yago e Denivaldo estavam nos bancos dianteiros. Durante o trajeto, foram efetuados os disparos que atingiram os dois colegas.

Denivaldo foi baleado na nuca e Yago, na região da têmpora. Ambos morreram dentro do veículo.

Após os disparos, Gildate deixou a viatura e seguiu até a casa da companheira, onde foi localizado e preso horas depois.

Investigação não apontou premeditação

A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Gildate por duplo homicídio qualificado.

A investigação apontou que os disparos ocorreram de forma repentina e não encontrou evidências de planejamento prévio. A quebra dos sigilos telefônico e telemático do policial também não identificou indícios de premeditação.

Segundo a Polícia Civil, Gildate apresentava falas desconexas quando foi preso. Em depoimento, ele afirmou não se lembrar do momento dos disparos e relatou apenas os deslocamentos que antecederam o crime.

Denúncia do Ministério Público

Em junho, o Ministério Público de Alagoas denunciou Gildate e pediu que ele seja levado a júri popular por duplo homicídio qualificado.

De acordo com a denúncia, os policiais foram mortos de forma traiçoeira e de surpresa. O órgão afirma que Gildate utilizou uma pistola Glock calibre .40.

Laudos citados pelo MP-AL também apontaram a presença de álcool no sangue das vítimas, o que, segundo o órgão, teria reduzido significativamente a capacidade de reação delas.

Gildate está preso preventivamente desde o dia do crime.

A perícia determinada pela Justiça agora deverá acrescentar ao processo informações sobre o estado mental do policial no período relacionado às mortes.

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