MP quer que Pimentel devolva R$ 66 mil pelo uso de aeronave oficial
Nas viagens apuradas, segundo o procurador, Pimentel viajou com a mulher, filha, filho e outros acompanhantes
O ex-governador do estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), deve devolver cerca de R$ 66 mil aos cofres públicos por causa de viagens em aeronaves oficiais para destinos turísticos. A solicitação foi feita pelo procurador do Ministério Público de Contas de Minas Gerais (MPC-MG) Daniel Guimarães, do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG). Segundo o Tribunal, esse tipo de uso é irregular.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Guimarães disse que a representação foi feita depois de uma apuração dos voos feitos pelo ex-governador e, ainda, por pessoas que não ligadas ao governo, e sem função pública, que não poderiam usar veículos do estado.
Leia também
Nas viagens apuradas, segundo o procurador, Pimentel viajou com a mulher, filha, filho e outros acompanhantes. Ele teria feito oito viagens irregulares, entre elas, para Maceió, Rio de Janeiro, Mangaratiba e Capitólio.
A apuração dos valores foi feita de acordo com a metodologia do Gabinete Militar e, de acordo com o MPC-MG, o valor inclui combustível e a manutenção das aeronaves. O custo com a tripulação foi colocado como parte da manutenção, e as diárias de piloto e copiloto.


Suspeito de integrar alto escalão do PCC é preso no litoral de SP

Homem invade igreja, dá soco em bispo e grita: “Avisa para Jesus”

Bombeiros controlam incêndio em sala de aula em Arapiraca

Eleições 2026: tropas federais embarcam para cidades do estado
Guimarães informou que, diante da representação, Pimentel será comunicado e, a partir daí, terá 30 dias para se defender.
"Normalmente, os governadores de estado alegam que há um decreto que permite o uso da aeronave em quaisquer deslocamentos, e que não precisaria ter finalidade pública. Nós, do Tribunal, discordamos dessa posição. Na verdade, o decreto não pode criar uma hipótese na lei", defendeu Guimarães.
Ainda para ele, "um decreto não pode permitir usar equipamentos públicos, sem a finalidade de uso público".
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do ex-governador Pimentel.
