Madrasta vai a júri por jogar enteado do 4º andar de apartamento no B. Bentes
MP sustenta acusação de tentativa de homicídio qualificado contra mulher que teria arremessado menino de seis anos após discussão

23/02/2026 às 10:36 • Atualizada em 23/02/2026 às 11:50 - há XX semanas
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Na próxima quarta-feira (25), senta no banco dos réus Adriana Ferreira da Silva, acusada de tentar matar o próprio enteado, de apenas seis anos, ao arremessá-lo da janela de um apartamento no quarto andar, no bairro Benedito Bentes, em Maceió.
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De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime ocorreu na madrugada de 23 de maio de 2022, após uma discussão entre a acusada e o companheiro. Conforme os autos, houve consumo de bebida alcoólica e um desentendimento em via pública envolvendo o casal e outras pessoas.
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Ao retornarem para o apartamento, enquanto a criança dormia, Adriana Ferreira da Silva teria passado a agir de forma agressiva. Segundo relato do pai do menino, José Marcos Nascimento dos Santos, momentos antes da queda ele ouviu a frase: “Ele vai morrer agora”.
Ainda conforme a denúncia, o filho adolescente da acusada teria gritado para que a mãe não cometesse o ato. Em seguida, vizinhos encontraram o menino caído no chão, ensanguentado e em estado de choque.


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A criança foi socorrida às pressas e encaminhada para atendimento hospitalar. Documentos médicos anexados ao processo apontam que a vítima sofreu lesões graves, incluindo hematomas e ferimentos decorrentes da queda de grande altura. Para o Ministério Público, a morte não se consumou por circunstâncias alheias à vontade da ré, o que caracteriza tentativa de homicídio.
Consta ainda na denúncia que a própria acusada teria confessado ter jogado o enteado pela janela, alegando estar emocionalmente alterada após a discussão com o companheiro.
O MPAL denunciou Adriana Ferreira da Silva por tentativa de homicídio qualificado, com a incidência da qualificadora que tornou impossível a defesa da vítima, agravada pelo fato de se tratar de uma criança absolutamente vulnerável.
A acusação será sustentada pela promotora de Justiça Adilza Inácio de Freitas, da 42ª Promotoria de Justiça da capital. Segundo ela, o julgamento trará à tona a gravidade da violência doméstica quando conflitos entre adultos atingem diretamente crianças, que não têm qualquer possibilidade de defesa.
*Com assessoria