Kel Ferreti tem prisão preventiva revogada após sete meses e responderá ao processo em liberdade
Influenciador estava preso desde dezembro de 2025 e terá de cumprir novas medidas cautelares

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) revogou, nesta quarta-feira (12), a prisão preventiva do empresário e influenciador digital Kleverton Pinheiro de Oliveira, o Kel Ferreti, que estava preso desde dezembro de 2025. Com a decisão, a prisão foi substituída por novas medidas cautelares, permitindo que ele responda ao processo em liberdade.
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Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de se ausentar da comarca por período superior a 24 horas, a obrigação de manter distância da vítima e o recolhimento domiciliar noturno, diariamente, das 20h às 6h.
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Entenda a prisão
Kel Ferreti havia sido condenado em primeira instância a 10 anos de prisão por estupro. Em recurso, a pena foi reduzida para 7 anos, 8 meses e 5 dias, com início em regime semiaberto.


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Após a condenação, a prisão preventiva foi inicialmente substituída por medidas cautelares. Em dezembro de 2025, no entanto, a Justiça determinou o retorno do influenciador à prisão após apontar supostos descumprimentos das obrigações impostas.
Segundo a decisão que determinou a prisão, a vítima acionou três vezes o botão de pânico. Ferreti também teria mudado de endereço sem comunicar à Justiça e participado de festas e shows, situações apontadas como incompatíveis com as restrições determinadas anteriormente.
À época, a defesa afirmou que não houve descumprimento intencional das medidas e argumentou que os deslocamentos realizados pelo influenciador ocorreram por motivos profissionais. Os argumentos não foram acolhidos pela Justiça.
Kel Ferreti se apresentou espontaneamente à Polícia Civil de Alagoas em dezembro de 2025, quando a ordem de prisão foi cumprida.
Nova decisão
Com o provimento parcial do recurso, o TJ-AL decidiu substituir a prisão preventiva por medidas cautelares mais rigorosas. Entre elas estão o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o recolhimento domiciliar noturno e restrições de deslocamento e contato.
A decisão desta quarta-feira trata da situação cautelar do influenciador e não encerra o processo. O caso continua em tramitação, com Recurso Especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde ainda serão analisadas as questões submetidas à Corte Superior.
