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Julgamento do caso Bárbara Regina acontece nesta terça-feira em Maceió

Crime aconteceu em setembro de 2012; Otávio Cardoso é acusado de matar e ocultar o cadáver da estudante

O júri do réu acusado pelo assassinato da estudante Bárbara Regina, acontece nesta terça-feira (28), no salão do júri da 8ª Vara Criminal da Capital, no Fórum do Barro Duro, em Maceió. Otávio Cardoso da Silva Neto também será julgado por ocultação de cadáver.

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A estudante universitária Bárbara Regina tinha 21 anos quando ao sair de boate, no bairro da Pajuçara. Segundo a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), as imagens da câmera de segurança do local são os últimos registros de Bárbara, que não foi mais vista após deixar o estabelecimento.

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Nas imagens, a jovem aparece saindo do local com Otávio. Ainda segundo a acusação, Bárbara teria se recusado a ter relações sexuais com o réu. O corpo da estudante nunca foi encontrado.

No entanto, testemunhas informaram que dias depois do crime Otávio foi até um lava-jato, com o carro muito sujo de lama e mato.

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Versão contestada

Em 2013, a Polícia Civil apresentou a versão de que o desaparecimento da estudante tinha ligação com o tráfico de drogas. A morte estaria ligada a uma dívida de R$ 1,8 mil que Bárbara teria com Vanessa Ingrid, acusada de tramar a morte de Franciellen da Rocha, que foi torturada e queimada viva no bairro da Serraria, em Maceió.

As investigações também apontavam que Bárbara seria garota de programa e que Vanessa teria pago R$ 1 mil em cocaína para que Otávio atraísse a jovem até o carro onde ela estava, juntamente com o namorado, que seriam os responsáveis pela morte da garota. A família contestou a versão.

Para a mãe Valéria Leite e a avó Tereza de Jesus, Bárbara passou de vítima para culpada. À época, elas destacaram que a jovem saía de casa às 7h para trabalhar e voltava às 18h. Elas procuraram o Ministério Público para contestar a versão policial.


				Julgamento do caso Bárbara Regina acontece nesta terça-feira em Maceió
FOTO: Arquivo

Ajudante

Em 2014, Moab Lino Balbino foi preso acusado de integrar uma quadrilha de roubo de carros. Ele teria ajudado Otávio a levar o corpo da estudante desaparecida em um veículo que tinha queixa de roubo e estava com Antônio Nunes de Brito, preso em flagrante por receptação e falsificação de documento.

Ele era amigo de Otávio e, em depoimento, teria apresentado várias contradições. Na época, Moab alegou que Otávio teria sufocado Bárbara e depois golpeado a jovem com um punhal.

No entanto, durante a primeira audiência de instrução ele mudou a versão e negou todo o conteúdo do depoimento.

Prisão no Mato Grosso 

Em 2017, um pouco mais de cinco anos o crime, Otávio Cardoso foi preso na cidade de Terra Nova do Norte, no interior do Mato Grosso, após roubar um veículo em outro município da região.

Durante audiência de instrução, em março de 2018, ele alegou que é inocente. Em depoimento, ele confessou que utilizou o celular da vítima após o desaparecimento, conforme indica a investigação do caso, mas alegou que deixou a jovem em um ponto da orla da Ponta Verde, e que não sabia para onde ela iria depois.


				Julgamento do caso Bárbara Regina acontece nesta terça-feira em Maceió
FOTO: Rafael Maynart

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