Jovens que estão em abrigos serão encaminhados para trabalho no TCE

Projeto do TJAL proporciona oportunidades para adolescentes abrigados em entidades de acolhimento de Maceió

Jovens a partir de 14 anos que estão abrigados em entidades de acolhimento de Maceió poderão ocupar vagas de jovem aprendiz no Tribunal de Contas do Estado (TCE/AL). O termo de cooperação foi assinado nesta quarta-feira (20) pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). Ao todo, serão cinco vagas para menores advindos do Projeto Pavimentando Futuros, da 28ª Vara Cível da Capital.

O Projeto encaminha para essa experiência jovens que estão em abrigos por não estarem sob a guarda da família. O presidente do TJAL Klever Loreiro destacou a importância social da parceria.

“É de um valor imensurável. A tendência do jovem sem trabalho, sem apoio, sem nada, é entrar para o crime, infelizmente essa é a realidade. Aqui no Tribunal, inclusive, tivemos alguns menores aprendizes que hoje são servidores”, disse o desembargador.

Conselheiro Otávio Lessa e desembargador Klever Loureiro assinam termo de cooperação. - Foto: Caio Loureiro

O presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Otávio Lessa, afirmou que poder ajudar esses jovens é motivo de orgulho. “Se as pessoas necessitam e você tem condições de ajudar, é uma obrigação do ser humano. As crianças e adolescentes são nosso futuro, então não é favor, é uma obrigação”, disse Lessa, que garantiu que o TCE pretende ampliar o número de vagas em 2022.

A juíza Fátima Pirauá, titular da 28ª Vara, agradeceu ao conselheiro pela sensibilidade e explicou como a formação profissional é imprescindível para os menores acolhidos. “A partir de 14 anos, é muito difícil uma adoção. É um risco muito grande esses adolescentes completarem 18 anos, terem que ser desligados do abrigo e não estarem prontos para ter autonomia”, enfatizou a juíza.