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Familiares de Silvânio Barbosa protestam durante audiência de acusado do crime

Manifestantes exigem pena máxima para Henrique Matheus da Silva Souza, 18, que responde por latrocínio

Familiares e admiradores do vereador Silvânio Barbosa, assassinado dentro do seu apartamento no ano passado, protestaram em frente ao Fórum do Barro Duro na tarde desta quinta-feira (11), exigindo pena máxima ao acusado, Henrique Matheus da Silva Souza. A manifestação ocorreu durante a audiência de instrução do réu.

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Com aproximadamente 30 pessoas, o ato foi realizado no semáforo próximo ao Fórum, em que os manifestantes aproveitavam o fechamento do sinal para gritar o nome do parlamentar e receber apoio dos motoristas que passavam na hora.

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Presente ao protesto, o afilhado do vereador, Devinho Barbosa, cobra condenação máxima para o caso. "Silvânio era um líder. Queremos justiça para este que era um dos maiores líderes que a cidade teve", expressou, acrescentando que um dos objetivos do ato é relembrar a sociedade sobre o crime. "Queremos chamar atenção das pessoas e do magistrado. O povo tem que lembrar", explicou.

A audiência foi iniciada às 15h no fórum do Barro Duro e deve ouvir Henrique Matheus e outras 11 testemunhas. O réu, preso desde o dia 13 de outubro no Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano, responde pelo crime de latrocínio. Seu depoimento será por meio de videoconferência.

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"Não havendo nenhuma diligência no prazo legal, será aberto vista para as alegações finais. Após isso haverá a decisão", explicou o juiz Rodolfo Osório Gatto Hermann, titular da 6ª Vara.

Por justiça

"Cadê o vovô careca?". Todas as vezes em que o neto do vereador faz essa pergunta, vêm à tona as lembranças e a saudade que marcam esses "dias difíceis" que sucedem a morte de Silvânio Barbosa, brutalmente assassinado em setembro passado. O relato é de Brivaldo Marques, filho do vereador, e que, junto aos familiares e admiradores, cobram da justiça a pena máxima para o assassino confesso.

Presente à audiência de instrução, Brivaldo disse que espera efetividade do que chamou de "justiça dos homens".

"Eu espero que a justiça seja feita. Foi um crime bárbaro, todo mundo sabe o que aconteceu e não tem justificativa nenhuma do juiz não dar a pena máxima", afirmou.

Irmão de Silvânio Barbosa, Célio Barbosa fez um apelo direto aos membros do judiciário e à sociedade alagoana para que insistam na pena máxima. "Somos sabedores de que ele tem vários atenuantes, mas queremos e pedimos aos senhores que compõem a justiça alagoana que se sensibilizem e façam a pena máxima para esse elemento", disse, agradecendo o apoio popular à manifestação que pedia justiça às portas da audiência.

"Agradecemos àquelas pessoas que se deslocaram dos seus lares e estão aqui presentes, nos apoiando. Nada vai trazer Silvânio de volta, mas a gente não quer que esqueçam a pessoa, o ser humano que ele foi", concluiu.

A irmã do vereador, Marcela Barbosa, questiona mudanças no depoimento do réu e também pede a pena máxima para Matheus da Silva Sousa, preso enquanto fugia. Matheus afirmou que havia se relacionado com a vítima nos quinze dias que antecederam o crime e ficado horas dentro do apartamento após cometer o crime, observando o vereador agonizar.

"A gente quer justiça, porque infelizmente ele não volta. Meu irmão não volta. A gente quer a pena máxima. Que esse bandido, esse assassino premeditou o crime. Ele deu 26 facadas no meu irmão e agora vem dizer que estava drogado? Não!", protestou a irmã do vereador.

"Ele premeditou, tem fotos, tem tudo, ele diz no primeiro depoimento. Em cada depoimento que ele dá, ele muda e provavelmente vai mudar hoje. Só não muda o fato de que ele matou, ele assassinou. Foi um crime cruel e bárbaro. Ele é um covarde, que pegou meu irmão num momento desprevenido, ganhou a confiança dele para poder fazer isso. A gente quer justiça e não é só a família não, é a população. Ele era um homem público. Nada mais justo de que a Justiça dê a pena máxima a esse assassino".

Onze testemunhas e o réu, Henrique Mateus da Silva Sousa, deverão ser ouvidos.

Henrique Mateus da Silva está no Presídio do Agreste e será ouvido por videoconferência. Segundo o advogado de defesa, Geoberto Luna, o réu disse que tinha a intenção de roubar o vereador e não matá-lo.

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