Depoimento de Cícero Almeida sobre a Máfia do Lixo é adiado
Testemunha arrolada no processo, que obrigatoriamente precisa ser ouvida antes de Almeida, está fora do país
O depoimento do deputado federal Cícero Almeida (PMDB) sobre a "Máfia do Lixo", que seria realizado na tarde desta quinta-feira (9), foi adiado pelo juiz designado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O adiamento aconteceu pelo fato de uma das testemunhas de defesa arroladas no processo estar fora do país e não poder comparecer hoje para ser ouvida.
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O advogado Daniel Brabo explica que Cícero Almeida não vai mais prestar depoimento hoje porque é preciso que todas as testemunhas sejam ouvidas antes dele. A nova data da oitiva do deputado e ex-prefeito de Maceió ainda não foi marcada.
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Por recomendação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o juiz Richard Pae Kim veio a Alagoas para colher o depoimento de Cícero Almeida na fase de instrução do processo conhecido como "Máfia do Lixo". Como Almeida tem prerrogativa de função, o conhecido foro privilegiado, o processo que começou no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) foi encaminhado para o Supremo Tribunal.
As audiências do caso tiveram início ontem em uma sala cedida pela Justiça Federal ao magistrado designado para o caso. Nessa quarta-feira, foram ouvidas as testemunhas de defesa Paulo Valter Gondin, Max Luciano da Rocha Trindade, Elionaldo Maurício Magalhães Moraes, Luiza Beltrão Soares, Carlos Roberto Lima Marques e Fernando Sérgio Tenório de Amorim.


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Nesta quinta, seriam ouvidas, antes de Almeida, as testemunhas Marcelo Henrique Brabo Magalhães, João Lipo Neto, Niradelson Salvador da Silva, Hiran Calheiros Malta, Carlos Roberto Ferreira Costa e Carlos Alberto Marques dos Anjos.
Denúncia do MPF aponta desvio de R$ 200 milhões
Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), que iniciou as investigações, o ex-prefeito mantinha um esquema entre a prefeitura de Maceió e duas empresas de coleta de lixo da capital. A chamada "Máfia do Lixo" consistia na assinatura de contratos ilegais, por meio da qual o gestor teria desviado R$ 200 milhões dos cofres do município.
Outra acusação é a de que a empresa Marquise, que realizou a coleta de lixo na cidade até 2005, abandonou o serviço três meses antes do término do contrato, tendo recebido R$ 3 milhões indevidamente antes de substituída pela Viva Ambiental, que, ainda de acordo com a denúncia, fechou contrato quase oito vezes mais caro.
