Caso Mônica: Justiça remarca julgamento de acusado de feminicídio para novembro
Sessão do Júri será em Arapiraca após adiamento; réu segue preso e responde por crime cometido em 2023

O julgamento de Leandro Pinheiro Barros, acusado de matar a ex-companheira Mônica Cristina Gomes Cavalcante Alves, ganhou uma nova data na Justiça alagoana. A sessão do Tribunal do Júri, que estava prevista para agosto, foi adiada e deverá ocorrer no dia 9 de novembro, no Fórum de Arapiraca.
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A decisão foi assinada pelo juiz Alberto de Almeida, responsável pela 5ª Vara Criminal do município. O magistrado determinou a redesignação da sessão após a suspensão da data anterior, fixando o julgamento para o auditório do Júri da comarca.
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Leandro responde por feminicídio qualificado. De acordo com a acusação do Ministério Público, o crime teria sido motivado por razões torpes, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e no contexto de violência doméstica, em razão da condição de mulher.
Recentemente, a defesa do réu tentou reverter uma decisão do processo por meio de recurso de apelação. O pedido foi analisado pelo juiz Elielson dos Santos Pereira, da comarca de origem, em São José da Tapera, que negou o recurso por considerá-lo inadequado, mantendo a prisão preventiva do acusado.


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Na decisão, o magistrado ressaltou a ausência de fundamentos legais que justificassem o prosseguimento da apelação, reforçando a necessidade de continuidade da custódia cautelar.
O caso foi transferido para Arapiraca por meio de desaforamento, instrumento previsto na legislação processual penal que permite a mudança do local do julgamento quando há risco à imparcialidade ou ao bom andamento da sessão. Apesar da transferência, a condução do processo e a análise de recursos seguem sob responsabilidade da Comarca de São José da Tapera.
Segundo o juiz responsável pela nova data, a medida busca evitar conflitos de competência e impedir novos atrasos na realização do julgamento.
Relembre o caso
Mônica Cristina, de 26 anos, foi morta em junho de 2023, em São José da Tapera. Ela foi atingida por um disparo no peito e morreu antes de receber atendimento médico. O crime ocorreu nas proximidades do fórum da cidade, perto da residência onde morava com a família.
Informações da investigação apontam que o casal havia discutido durante uma festa junina. Após o desentendimento, o homem deixou o local, enquanto Mônica retornou para casa. Já na residência, a discussão teria continuado, culminando no disparo fatal.
Antes do crime, a vítima gravou vídeos relatando viver em um relacionamento abusivo e demonstrando temor pela própria vida, o que passou a integrar o conjunto de provas do caso.
