Caso Elizabeth: ex-marido que matou vítima a tiros em via pública no Jacintinho vai a júri
Medida protetiva só chegou depois do crime; familiares da vítima protestam por justiça no Fórum do Barro Duro

Jobison Barros e Rogério Costa
08/04/2025 às 8:59 • Atualizada em 08/04/2025 às 9:44 - há XX semanas
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Evanderson Seixas enfrenta, nesta terça-feira (8), julgamento por júri popular pelo assassinato da ex-companheira Elizabete Nascimento de Araújo, de 45 anos. O crime aconteceu em 31 de dezembro de 2022, em via pública, no bairro do Jacintinho, em Maceió. O julgamento ocorre no Fórum do Barro Duro, onde familiares da vítima se concentram com faixas e cartazes exigindo justiça.
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De acordo com a investigação, Elizabete havia solicitado uma medida protetiva contra o ex-marido por episódios de violência doméstica. A decisão judicial, no entanto, foi deferida apenas após o crime, e a intimação só foi entregue à vítima três dias depois do assassinato.
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Segundo o inquérito policial, Elizabete foi abordada por Evanderson enquanto caminhava pela Rua Cláudia, em frente a um mercadinho. Ele se aproximou de motocicleta e tentou sacar uma arma. A vítima tentou resistir, mas caiu no chão durante a luta. Aproveitando-se da situação, o acusado disparou contra ela e fugiu em seguida.
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) sustenta que o crime teve motivação por vingança e interesse financeiro. Conforme o promotor de Justiça Antônio Villas Boas, Evanderson não aceitava o fim do relacionamento de 12 anos e teria exigido R$ 10 mil para se separar da vítima, mesmo já convivendo com outra mulher.


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“Elizabete já estava no chão, indefesa, e ele atirou mesmo assim. Um crime frio, com requintes de perversidade”, declarou o promotor.
O MPAL classifica o caso como feminicídio, com base no histórico de violência doméstica e na motivação diretamente relacionada ao fato de a vítima ser mulher.
Já para a defesa, representada pelo advogado Vanger Oliveira, o acusado não é um criminoso contumaz, "não tendo agido friamente", conforme relatado pela promotoria.
"Naquela situação, ele foi submetido a um risco psicológico. O agir friamente não foi o que realmente aconteceu. Hoje, vamos trazer a verdade dos fatos, ele não é um assassino frio", comentou o advogado.

MOBILIZAÇÃO POR JUSTIÇA
Durante o julgamento, familiares de Elizabeth permanecem em frente ao fórum cobrando a responsabilização do acusado.
Vestidos com a camisa estampando a imagem da vítima, eles seguram faixas e cartazes, e cobram justiça pela morte da mulher, ocorrida em pleno fim de ano.