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Caso Davi: PMs e uma ex-militar são condenados por desaparecimento e morte de jovem

Crime ocorreu em 2014, no Benedito Bentes; vítima tinha 17 anos e corpo nunca foi encontrado


				Caso Davi: PMs e uma ex-militar são condenados por desaparecimento e morte de jovem
MPAL

Na noite desta terça-feira (5), o Tribunal do Júri de Maceió condenou os quatro réus acusados pelo desaparecimento do adolescente Davi Silva, de 17 anos, ocorrido em 2014, no bairro Benedito Bentes. O caso teve grande repercussão em Alagoas e chegou ao desfecho judicial quase 12 anos depois, embora o corpo do jovem nunca tenha sido encontrado.

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Davi desapareceu após ser abordado por policiais militares enquanto estava acompanhado do amigo Raniel Victor Oliveira da Silva, que foi liberado após a ação.

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Foram condenados:

  • Eudecir Gomes de Lima: 28 anos, 1 mês e 3 dias de reclusão;
  • Carlos Eduardo Ferreira dos Santos: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão;
  • Nayara Silva de Andrade: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão;
  • Victor Rafael Martins da Silva: 23 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão.

Os réus foram condenados por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante tortura, além de ocultação de cadáver. Eles negam ter matado Davi e ocultado o corpo da vítima. Os acusados respondiam ao processo em liberdade.

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A Justiça também determinou que Nayara Silva fique impedida de exercer qualquer cargo público.

A defesa dos réus sustentou durante o julgamento que havia contradições na acusação, principalmente em relação aos horários da suposta abordagem policial. O advogado Napoleão Lima Júnior afirmou ainda que os acusados não estavam no local do crime e destacou que uma testemunha não confirmou, em juízo, o reconhecimento de uma policial feminina citado anteriormente nas investigações.


				Caso Davi: PMs e uma ex-militar são condenados por desaparecimento e morte de jovem
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De acordo com a investigação, o adolescente foi sequestrado, torturado e morto pelos policiais militares Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e pela ex-militar Nayara Silva de Andrade.

O julgamento começou na segunda-feira (4) e foi encerrado nesta terça, após dois adiamentos anteriores do júri.

Durante a sustentação do Ministério Público, a promotora Lídia Malta relembrou as circunstâncias do desaparecimento do adolescente. “Uma guarnição, formada por três homens e uma mulher fortemente armados, aborda dois adolescentes, maltrata-os e leva Davi para lugar ignorado”, afirmou.

Ela também criticou inconsistências nos depoimentos dos acusados sobre o trajeto realizado no dia do crime. “Policiais militares afirmando que não sabiam onde era o Benedito Bentes é, no mínimo, querer debochar da nossa ingenuidade”, declarou.

Na réplica, o promotor Thiago Riff afirmou que o julgamento tratava da responsabilização individual dos acusados. “Ninguém está julgando a Polícia Militar, mas precisamos responsabilizar quem comete desvios de conduta”, disse.


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