Após audiência, mãe de Ana Beatriz segue presa enquanto Justiça analisa recursos
Eduarda de Oliveira passou por audiência de instrução nesta terça (16). Ela foi indiciada por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.

Lucas Leite com Carolina Sanches
16/12/2025 às 21:10 • Atualizada em 16/12/2025 às 21:22 - há XX semanas
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A mãe de Ana Beatriz de Oliveira segue presa após passar por uma audiência de instrução, nesta terça-feira (16), em Colônia Leopoldina, no interior de Alagoas. A Justiça ainda analisa os recursos da defesa de Eduarda Silva de Oliveira, que tenta reclassificar a acusação de infanticídio, alegando que ela sofria de transtorno psicótico agudo à época do crime.
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Durante a audiência, a defesa requereu a instauração de exame de sanidade mental para avaliar a condição psiquiátrica da acusada.
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“Ela passava realmente por uma situação de depressão grave, com sintomas psicóticos, ou seja, tinha problemas mentais, realmente comportamentos ali graves associados ao seu estado puerperal. Então, assim, o exame de insanidade mental vai servir exatamente para provar que na época dos fatos ela era inimputável”, diz o advogado de defesa Josenildo Menezes
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) se manisfetou pedindo a permanência da prisão de Eduarda. Desde a abertura do inquérito, em abril deste ano, a mãe da bebê está presa.Ela foi indiciada por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.


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Ainda segundo o MP-AL, o juiz responsável pelo caso ficou de decidir na próxima quarta-feira (17) sobre a manutenção da prisão, enquanto a promotoria, na fase das alegações finais, deve pedir pela condenação de Eduarda Silva de Oliveira.
De forma subsidiária, a defesa também solicitou a revogação da prisão preventiva, com a substituição da custódia por internação em hospital psiquiátrico. Já o Ministério Público se manifestou de forma contrária aos pedidos apresentados.
Relembre o caso
O caso ganhou repercussão em Alagoas após Eduarda relatar à polícia, inicialmente, que a filha havia sido sequestrada por dois homens encapuzados que teriam invadido sua casa em Novo Lino. Ela alegou que teria deixado a porta aberta por engano.
Contudo, investigações da polícia identificaram contradições entre o depoimento da mãe e as provas materiais. A versão apresentada por Eduarda mudou ao longo dos dias, até que o corpo da recém-nascida foi localizado.
Quatro dias após o início das investigações, Eduarda confessou ter matado a filha por asfixia. A confissão foi divulgada pela Polícia Civil em coletiva de imprensa. A hipótese de infanticídio foi inicialmente descartada por falta de comprovação de perturbação psíquica relacionada ao estado puerperal.