Advogado condenado por estupro é procurado após suposta reincidência

Bruno Henrique Costa Correia cumpria pena em liberdade; TJ-AL decretou prisão preventiva

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) decretou a prisão preventiva do advogado Bruno Henrique Costa Correia, condenado em fevereiro deste ano por estupro, após ele ser acusado de cometer o mesmo crime. O advogado havia sido autorizado pela justiça a recorrer da sentença em liberdade.

A prisão de Bruno Henrique Costa Correia foi decretada na última sexta-feira (6) pelo desembargador João Luiz Azevedo Lessa, da Câmara Criminal do TJ-AL, e o mandado de prisão preventiva (sem prazo para soltura) foi expedido no mesmo dia.

De acordo com o advogado Welton Roberto, que atua como assistente da acusação no caso anterior, em que o estuprador foi condenado, a Polícia Civil realizou buscas durante o fim de semana em dois endereços conhecidos do advogado condenado, em Maceió e na Barra de São Miguel. No entanto, até o início da tarde desta segunda-feira (9), Bruno Henrique não havia sido localizado.

De acordo com Welton Roberto, a prisão preventiva foi solicitada por ele na semana passada, em face da reiteração criminosa.

“Descobrimos que ele havia estuprado duas outras adolescentes, enquanto respondia o processo da apelação criminal, após ser condenado a 9 anos. O juiz havia deixado ele recorrer em liberdade, mas quando ele volta a cometer o mesmo fato criminoso, por duas vezes, eu juntei a ocorrência policial, inclusive com o número do inquérito, e pedi a prisão preventiva dele, com base na garantia da ordem pública”, explica Welton Roberto.

O advogado do acusado, Thiago Pinheiro, informou que Bruno Henrique não está foragido, já que ele só tomou ciência da prisão nesta segunda (9). "Primeiro esclarecer que não há essa condição de foragido, soubemos hoje da prisão e iremos apresentá-lo para cumprir a medida judicial. Sobre a acusação citada, há um grande equívoco em se falar em estupro, nunca houve esse crime na realidade. Não podemos aprofundar em razão do segredo de justiça ao tempo em que lamentamos essa publicização indevida. É advogado e corre sérios riscos à integridade física já sinalizados em seu desfavor, motivo pelo qual estamos aguardando uma decisão judicial para levá-lo a um local compatível ao que o estatuto da OAB dispõe", disse.

OS CRIMES

Em fevereiro passado, o advogado foi condenado a 9 anos de prisão pela 14ª Vara Criminal de Maceió, por estupro de menor cometido em 2015, mas como era réu primário, estava cumprindo a pena em liberdade.

Recentemente, Bruno Henrique teria voltado a praticar o mesmo crime, atacando outra menor, de acordo com o pedido de prisão preventiva apresentado pelo advogado Welton Roberto. A família de uma vítima levou o caso à Polícia e o inquérito foi aberto.