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Acusados de matar 4 pessoas e ocultar corpos em cacimba vão a júri em Arapiraca

Três homens serão julgados em maio de 2026; crime ocorreu na zona rural


				Acusados de matar 4 pessoas e ocultar corpos em cacimba vão a júri em Arapiraca
Corpos foram achados dentro de cacimba na zona rural de Arapiraca. Arquivo Gazetaweb

A Justiça de Arapiraca marcou para o dia 19 de maio de 2026 o julgamento de três homens acusados de assassinar quatro pessoas e esconder os corpos em uma cacimba. A sessão do Tribunal do Júri será realizada no Auditório do Fórum do município, com início previsto para as 8h30.

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Os réus são Regivaldo da Silva Santana, Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima. Regivaldo é apontado como autor dos quatro homicídios e também responderá por ocultação de cadáver, posse de arma de fogo de uso proibido e crime contra a fauna, após a polícia localizar um arsenal de armas e uma cobra píton em sua residência. Já Wesley e Adriano são acusados de participar da ocultação dos corpos.

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As vítimas foram Lucas da Silva Santos, Erik Juan de Lima Silva, Letícia da Silva Santos e Joselene de Souza Santos. Lucas era irmão de Letícia e marido de Joselene.

De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram em 13 de abril de 2024, no Sítio Laranjal, zona rural de Arapiraca. A investigação aponta que Lucas teria questionado o relacionamento de Regivaldo com sua irmã e sua esposa, o que teria provocado uma discussão.

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Durante o desentendimento, Regivaldo teria sacado uma arma e ordenado que Lucas e Erik se deitassem no chão, efetuando disparos à queima-roupa contra os dois na frente das mulheres. Em seguida, para evitar testemunhas, o acusado também teria atirado em Joselene e Letícia, que morreram no local.

Segundo o processo, Wesley e Adriano moravam no imóvel, presenciaram o crime e ajudaram a transportar os corpos até uma cacimba no terreno, onde os cadáveres foram jogados para dificultar a descoberta.

Regivaldo confessou os assassinatos à Polícia Civil no dia 19 de abril. A defesa solicitou a absolvição sob alegação de legítima defesa, mas o pedido foi negado pelo juiz Alberto de Almeida, que determinou o julgamento pelo júri. O réu permanece preso preventivamente.

Wesley e Adriano, por outro lado, respondem ao processo em liberdade e também serão submetidos ao Tribunal do Júri. O sorteio dos jurados está marcado para 31 de março de 2026, e a Polícia Militar (PM) deverá reforçar a segurança durante a sessão.

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