Acusado de matar PM pede perdão à família da vítima: "Não sabia que era militar"
Agnaldo Vasconcelos abriu fase decisiva de julgamento nesta segunda-feira
Agnaldo Vasconcelos, acusado de matar o capitão da Polícia Militar Rodrigo Rodrigues durante um abordagem na Santa Amélia, em Maceió, disse, em depoimento ao tribunal do júri na tarde desta segunda-feira (4), que não efetuou o disparo de arma de fogo com o objetivo de matar o policial. "Eu não sabia que havia um policial militar na porta da minha casa. Eu não atirei intencionalmente para matar o policial", relatou, às lágrimas, Agnaldo aos jurados.
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Durante o depoimento, Agnaldo chegou a pedir desculpas aos familiares do oficial pelo ocorrido, reforçando que, em nenhum momento, suspeitou de que os homens que tentavam entrar em sua casa eram policiais. "Jamais teria feito isso se eu soubesse que eram militares. Tenham certeza disso", relatou o réu, sob o olhar atento dos jurados e dos familiares da vítima.
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Aos jurados, o réu seguiu com o depoimento no sentido de apontar que, segundo ele, houve, inicialmente, uma abordagem equivocada por parte do oficial, visto que o mesmo teria se identificado como integrante da equipe de segurança do condomínio. "Lá no condomínio não há equipe de segurança. Em seguida, foi dito que se eu não abrisse a porta, eles entrariam. Foi quando corri para dentro de casa e peguei a arma. Achei que fosse um assalto", disse.
E Agnaldo também colocou em xeque a conduta dos policiais no dia da morte ao relatar que, logo após o capitão ser baleado, o réu chegou a ser torturado por policiais que entraram em sua residência, vindo a ser algemado numa cadeira. "Os policiais arrancaram o cabo de um ventilador e o ligaram na tomada para dar choques em mim. Na sequência, um militar do Bope entrou e me levou para a delegacia", emendou.


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Durante o mesmo depoimento, o júri questionou a razão pela qual Agnaldo não ligou para a polícia no momento em que desconfiou se tratar de um assalto. Em resposta, ele informou que a namorada achou mais fácil ligar para a mãe dela, pedindo que esta acionasse a Polícia Militar.
Já na fase de conclusão, Agnaldo reforçou que não teve a intenção de tirar a vida de ninguém. "O que houve na minha casa foi uma fatalidade. Eu não escolhi em quem atirar. Eu não saí de casa querendo matar alguém. Sou sabedor da perda e sinto pela dor da família. Hoje, sou tachado de assassino e de várias outras coisas. Sei da minha honradez e, por onde passei, sempre tentei dar o melhor de mim", concluiu Agnaldo.





















