VÍDEO: pré-candidato a vereador destrói objetos de religião africana
Imagens mostram Cleiton pisando nos materiais e desferindo xingamentos; ele pediu desculpas e disse que foi uma brincadeira de mau gosto

Um vídeo que mostra o pré-candidato a vereador por Messias, Cleiton Santos de Souza, destruindo imagens da religião de matriz africana e desferindo ofensas, viralizou nas redes sociais. As imagens mostram o homem pisando nos objetos, enquanto é filmado por amigos.
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“Ai ‘fi da peste’ [...] Peste de macumba. Quem acredita em Deus quer saber de macumba?”, diz o pré-candidato em vídeo.
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“Rapaz, Cleiton, não mexe com isso!”, afirma a pessoa responsável pelas filmagens enquanto ri da situação.
Após a repercussão negativa, o próprio Cleiton gravou um vídeo pedindo desculpas e afirmou que tudo não passou de uma brincadeira de mau gosto.


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“Passando aqui para fazer um vídeo de esclarecimento e dizer a todos vocês que me conhecem, que sabem quem é o Cleyton da Bernadete, sabe que eu não tenho intolerância religiosa com ninguém, sabe que eu respeito todas as religiões, inclusive, trabalho com pessoas da religião africana, não tenho nada contra. Quero dizer a vocês que ali foi uma brincadeira de muito mau gosto e já pedi desculpas aos familiares da pessoa”, disse.
Ele ainda disse que os objetos pertenciam a um idoso que faleceu e as filhas pediram para os materiais serem descartados.
“Aquilo foi um senhor de Rio Largo que acabou falecendo e praticava essa religião e as filhas pediram para ser descartado aqueles objetos em um local. Nós estávamos no campo da Siricora e jogando bola, fomos fazer uma brincadeira e peço desculpas. Ali não era oferenda, não era macumba, eram apenas objetos que os familiares descartaram”, concluiu.
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) disse que não foi registrado nenhum caso de intolerância religiosa. Já o presidente da Comissão Especial de Direito e Liberdade Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), Isaque Rafael, afirma que fará um trabalho de acompanhamento do caso.
“Muito embora não tenhamos sido procurados pela(s) vítima(s), acompanharemos o desenrolar do caso para manter o nosso levantamento estatística em dia. A subnotificação é muito comum nesse tipo de caso, por isso que, mesmo não sendo procurados, a gente busca monitorar para entender melhor quais trabalhos precisamos fazer na hora de educar as pessoas acerca do assunto”, explicou.
