PM abre procedimento para apurar porquê militares não impediram show em Ouro Branco

Festa infringe o atual decreto estadual de Distanciamento Social, que permite eventos ao ar livre com a presença de até 200 pessoas

O comando do 7º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Alagoas instaurou uma investigação preliminar para apurar a conduta dos policiais que estavam de serviço na cidade de Ouro Branco, no dia 7 de setembro, quando aconteceu um show público, onde foi registrada uma grande aglomeração de pessoas, o que infringe o atual decreto estadual de Distanciamento Social Controlado.

A investigação deve apurar porque os militares não adotaram as medidas cabíveis para o evento não acontecer. O prazo da investigação é de 15 dias e, no final, será apresentado um relatório para informar se houve falha por parte da polícia. De acordo com o 7º BPM, o comando não foi comunicado pela prefeitura sobre o evento.

A festa em Ouro Branco está sendo investigada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL). "Informo que, diante da comunicação de festa ocorrida no município de Ouro branco/AL, supostamente organizada pelo município e com suposta desobediência às normas sanitárias previstas nos decretos estaduais e municipais de combate à COVID-19, o Ministério Público instaurou notícia de fato para apurar os fatos e oficiou à Prefeita Municipal, para que preste informações sobre o caso", confirmou o promotor de Justiça Kleytionne Souza.

O evento reuniu dezenas de pessoas, que estavam aglomeradas em uma praça pública da cidade. Em imagens que circulam nas redes sociais, além de descumprir os protocolos sanitários, como o uso de máscaras, os moradores do município aparecem consumindo bebidas alcoólicas e assistindo ao show, que acabou por volta das 2h da quarta-feira (8).

De acordo com o atual decreto estadual, que manteve o Estado na Fase Amarela do Distanciamento Social Controlado, os eventos ao ar livre podem acontecer com capacidade para apenas 200 pessoas, e não é permitida a comercialização de ingressos.