Moradores saem em cortejo para sepultar crianças mortas em incêndio
Corpos de Davy Luca, Aylla Ludmyla, Maria Ayslla e Maria Ariela foram sepultados em um verdadeiro clima de tristeza e comoção em Canapi
Após a liberação, sob decisão da Justiça, para sepultamento dos corpos das crianças mortas em incêndio, centenas de moradores se reuniram, na noite dessa terça-feira (16), para o velório e enterro das vítimas que foram carbonizadas dentro de uma residência no município de Canapi.
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Imagens enviadas à Gazetaweb mostram o cortejo com os corpos de Davy Luca, Aylla Ludmyla, Maria Ayslla e Maria Ariela, em um verdadeiro clima de tristeza e comoção, pelas ruas da cidade, até o cemitério.
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Ao som de músicas religiosas e orações, parentes, amigos e demais moradores seguiram em procissão.
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ENTENDA O CASO
Foram liberados para sepultamento, nessa terça-feira (16), os corpos das quatro crianças mortas no incêndio em uma residência, na cidade de Canapi, no interior de Alagoas, no domingo (14). A medida foi tomada após determinação de decisão judicial, antes do resultado de DNA.
De acordo com a decisão, os corpos foram liberados apenas com o guia para sepultamento, visto que as declarações de óbito só serão emitidas após o resultado do exame para a identificação das vítimas.
Devido aos corpos carbonizados, segundo o Polícia Científica, a arcada dentária ficou prejudicada, sendo necessária a identificação dos cadáveres por meio do exame de confronto genético por DNA.
O perito médico legista Silvio Nunes explicou que é preciso a amostra de todos os genitores das crianças para a realização do exame. Para isso, já foram coletados materiais biológicos das vítimas e dos pais, faltando apenas o comparecimento das amostras de DNA das mães.
As crianças morreram por asfixia e carbonização. É o que aponta a perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) e divulgada ontem. As informações dão conta de que uma das crianças tentou proteger as outras três. O incêndio começou após um curto-circuito em um ventilador, mas o local ainda será analisado para confirmar essa hipótese.
O caso está sendo investigado pelo delegado Daniel Mayer. "A Polícia Civil esteve presente pouco tempo depois da tragédia e fez as constatações iniciais, chamou o Instituto de Criminalística para que realizasse a perícia. Estamos aguardando o laudo conclusivo de todo o acidente. Tudo leva a crer que foi uma grande tragédia. O inquérito vai tramitar com toda a celeridade possível."
