Voltada para os 200 anos de Alagoas, Bienal do Livro é lançada oficialmente

Evento acontece entre 29 de setembro e 8 de outubro, com foco nos autores locais; estudantes terão vale-livro

Com o tema "Livros que envolvem, leituras que libertam", foi lançada, nesta quarta-feira (6), a 8ª edição da Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que acontece de 29 de setembro a 8 de outubro, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso. Esse ano, o evento será comemorativo também ao Bicentenário da Emancipação Política.
A reitora da Universidade Federal (Ufal), Valéria Costa, lembrou que a crise que enfrentam as instituições de ensino superior acabou interferindo na iniciativa, que por pouco não fica sem sair do papel. A situação, porém, foi contornada com parcerias firmadas com entidades públicas e privadas.
"A crise que o País atravessa, especialmente as universidades, foi uma preocupação desde o começo. Avaliamos se íamos realizar ou não e onde iríamos realizar. Mas vencemos a crise através da busca das parcerias com as instituições, como Sebrae, Algás, Braskem. Sem falar no Estado e na Prefeitura".
Valéria ressaltou que, apesar das dificuldades, continua de pé o vale-livro, no valor de R$ 15. O projeto envolve entre seis e oito mil estudantes da rede municipal e permite que eles possam comprar publicações na bienal. Só a editora da Ufal deve encabeçar 60 lançamentos, feitos em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeal).
"Fizemos um edital em parceria com a Fapeal e 50 livros foram selecionados. Ao todo serão 60 pela Edufal, fora outras editoras que vem participar, de porte nacional e internacional", acrescenta a reitora, lembrando que o público poderá ver de perto grandes nomes da literatura, inclusive de fora do País.

Reitora da Ufal destacou que crise ameaçou realização do evento - Foto: FOTO: Dárcio Monteiro

Até agora já foram confirmadas as participações de FML Pepper, Jessier Quirino, Gregório Duvivier, Bráulio Bessa, Gustado Lacombe, Márcia Tiburi, Dirceu Lindoso e Sávio Almeida. O protagonismo, de acordo com a gestora, será Alagoas, "sua história, gente, os pensantes". Cerca de 200 mil pessoas são esperadas.
"A 8ª edição terá uma programação cultural vasta e um tema importante, que são os 200 anos de Alagoas. Teremos alagoanos protagonizando a Bienal, esse é o tom dessa Bienal, com uma vasta participação das escolas e da sociedade", afirma Valéria. "Serão grandes atrações, a expressão da cultura alagoana, debates, oficinas, salas de leitura".
Prefeito em exercício, Marcelo Palmeira destacou a importância do evento. "É um evento de suma importância para a cultura alagoana e para nossas crianças e adolescentes, que poderão ter esse primeiro contato com o livro, conhecer esses grandes alagoanos que fizeram parte da história", afirmou.