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Ufal divulga laudo sobre mortandade de peixes na Lagoa Manguaba

Centro de Ciências Agrárias afirma que esgoto, metais e agrotóxicos provocaram danos à laguna e mortes de várias espécies

O Centro de Ciências Agrárias  (Ceca) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) divulgou, nesta segunda-feira (6), o laudo sobre a mortandade de peixes na Lagoa Manguaba ocorrida na semana passada. O estudo mostrou que a água estava contaminada com esgoto, metais e agrotóxicos.

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Um dia após do ocorrido na Lagoa Manguaba, mais animais mortos apareceram na praia da Barra Nova. Os dois locais onde a mortandade foi registrada ficam em Marechal Deodoro, região metropolitana de Maceió.

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De acordo com o laudo,  divulgado pela TV Gazeta, foi detectado a presença de coliformes além do permitido, o que segundo especialistas indicam que tem esgoto despejado na lagoa.

Além disso, foram encontrados também níveis elevados de moléculas de fósforo, potássio, cálcio, magnésio, ferro e alumínio. A presença dos metais dizem que a água também foi contaminada por agrotóxicos usados em lavouras de cana-de-açúcar.

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As amostras da água utilizadas no estudo foram coletadas no mesmo dia. O odor e coloração da água, além de amostras das espécies por tamanho e idade também foram analisadas.

O professor do Ceca, Emerson Soares, falou sobre o que foi descoberto com o levantamento.

"Os peixes morreram por três situações. Nós tivemos uma pluviometria muito alta nesse período, foi acima de 30 milímetros. Isso fez com que todos esse componentes fossem carreados para aquela região. Com os coliformes fecais fez com esses níveis aumentassem na lagoa, esses níveis aumentando depreciaram o nível de oxigênio. E uma das causas foi a depressão de oxigênio no ambiente. Mas também nós encontramos níveis de metais pesados e também níveis de componentes que podem ser de agrotóxicos que podem ter sido carreados com a quantidade de chuva que foi depositada nesses dois dias", disse o pesquisador.

A quantidade de animais mortos assustaram os moradores da região. Um pescador informou na ocasião que os bichos mais afetados foram os peixes da espécie sôia e siris.

Uma equipe do Instituto do Meio Ambiente (IMA-AL) também colheu amostras do local, mas o resultado dos estudos ainda não foi divulgado.

Soares disse ainda que não descarta a possibilidade de mais animais aparecerem mortos por causa do período de chuvas. Antes dos bichos aparecerem mortos, choveu mais de 30 mm em menos de dois dias.

"Se a coisa não for tratada com seriedade. Tratando os esgotos, tendo cuidado no uso do agrotóxico nas margens da lagoa. Isso pode vir a acontecer com mais frequência. E a gente tem que começar a se preocupar com isso, porque também atinge a qualidade do produto que é pescado lá e que é consumido na região.

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