TRT de Alagoas corta gastos e demite 60 funcionários de uma só vez
Sindjus se uniu com os servidores em protesto; Justiça do Trabalho alega corte no orçamento
Servidores terceirizados do Tribunal Regional do Trabalho em Alagoas (TRT/AL) serão demitidos a partir desta segunda-feira (1º). Ao todo, 60 trabalhadores dos mais diversos ramos foram informados ontem sobre a saída e a justificativa apresentada pelo tribunal é corte no orçamento de custeio. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e do MPU em Alagoas (Sindjus/AL) se uniu à categoria em protesto na manhã de hoje, em frente à sede do TRT, no bairro do Jaraguá.
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De acordo com o coordenador geral do sindicato, Paulo Falcão, o protesto ocorre em solidariedade aos terceirizados, que foram "pegos de surpresa com a notícia". A alegação do tribunal é de que o Congresso Nacional aprovou cortes no orçamento, que atingiu todos os tribunais da Justiça do Trabalho no país. Dos 102 trabalhadores, 60 deles serão demitidos.
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"Porém, a gente critica a demissão porque o Judiciário é autônomo na esfera administrativa, financeira e orçamentária. A cúpula acatou o corte e os servidores, como ficam? Se não tem recurso, que haja retirada de verba do auxílio-moradia dos magistrados", comentou Paulo Falcão, acrescentando que o sindicato fará um requerimento ao pleno do tribunal para que se posicione sobre a causa.
Henrique do Nascimento e Adriano Costa de Azevedo são terceirizados que atuam na Corte há mais de 20 anos e lamentam a demissão, afirmando não saber o que fazer agora. "Não sabemos para onde ir. Fomos devolvidos à empresa, que já informou sobre o aviso prévio. Como vamos sustentar nossas famílias, com comida, roupa, colégio dos meninos, aluguel de casa?", questionou Henrique.


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Em entrevista àGazetaweb, o diretor geral do tribunal, Guilherme Falcão, explicou que o corte foi de 29,4% na dotação de custeio, o que gerou contenção de despesas, atingindo os terceirizados, passagens aéreas, capacitação, energia e outros ramos.
"Precisamos deixar claro que não são demissões. Os servidores estão sendo devolvidos às empresas, já que não fazem parte dos quadros do TRT. Lamentamos o fato, mas a situação é esta. Também fomos surpreendidos com a informação. Não podemos mexer no auxílio dos juízes porque são recursos garantidos por Medida Provisória", explicou Guilherme.
