Superlotação e descaso: familiares de pacientes denunciam situação caótica no HGE
Imagens da unidade de saúde mostram soro fisiológico pendurado em extintor de incêndio; parentes relataram falta de médicos e medicamentos
Os familiares de pacientes denunciaram à Gazetaweb, na noite desta segunda-feira (1º), mais um episódio de superlotação e descaso no Hospital Geral do Estado (HGE), no bairro Trapiche da Barra, em Maceió. Os parentes relataram a falta de médicos e medicamentos, além de horas de espera no corredor da unidade.
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Uma das pacientes é uma idosa de 88 anos, que deu entrada no hospital após levar uma queda e sofrer fraturas. De acordo com os familiares, que não quiseram se identificar, ela precisará de uma cirurgia, mas o prazo é de, no minimo, um mês de espera e há cerca de 50 pessoas na frente.
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Ela ainda aguarda a aplicação de uma vacina antitetânica, o que, conforme os enfermeiros, está em falta. "É revoltante! Ela tem quase 90 anos e não está recebendo o mínimo de assistência! Não estamos pedindo favor, é um direito básico. Um hospital do porte do HGE não ter uma simples antitetânica?!", disse a familiar, que está acompanhando a sogra.

Em imagens enviadas à Gazetaweb, diversos pacientes aparecem em macas, preenchendo o corredor do HGE. Em outros pontos, as imagens mostram lixeiras lotadas com marmitas de quentinhas fazias, além de copos de plásticos espalhados pelo chão. Um dos pacientes que realizaram a denúncia está recebendo a aplicação de soro fisiológico, que está pendurado em um extintor de incêndio.


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Há também quem aguarda o atendimento de um médico especialista no corredor do hospital. Um idoso de 64 anos, diagnosticado com câncer, espera ser atendido por um médico vascular. Aos parentes, uma das enfermeiras informou que o horário do médico em questão já havia acabado e que ele só retornaria nesta terça (2).
A Gazetaweb entrou em contato com a assessoria do HGE e aguarda um posicionamento sobre as denúncias.

