Sindicatos celebram adesão popular à Greve Geral: "Nenhum direito a menos"
Estimativa é de que mais de 30 mil pessoas participaram dos atos realizados nesta sexta-feira em Alagoas
Alagoas, 28 de abril de 2017. O dia em que diversas entidades de classes se uniram e pararam Alagoas em protesto pelas reformas que tramitam no Congresso Nacional e ameaçam, segundo os sindicalistas, os direitos dos trabalhadores. Na avaliação das lideranças que estão à frente da manifestação em Alagoas, o ato atingiu o objetivo em todo o Brasil, como também no estado. Na tarde desta sexta-feira (28), milhares de manifestantes se reuniram na Praça Centenário e saíram em protesto pelas ruas. Pela manhã, o dia de mobilização foi marcado pelo fechamento de rodovias no interior e o bloqueio de importantes avenidas da capital alagoana.
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Na avaliação da presidente da Central Única dos Trabalhadores de Alagoas (CUT/AL), Rilda Alves, a avaliação que a entidade faz em todo o Brasil é de que "o país parou" e que em Alagoas não foi diferente. Ela acredita que a população que saiu às ruas nesta sexta-feira mandou um recado "em alto e bom som" para a classe política brasileira de que não aceita perder nenhum direito. As entidades devem realizar outras manifestações contra as reformas.
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"Conseguimos dialogar com a sociedade e dizer que não aceitamos de forma alguma as reformas. Foram mais de 30 mil pessoas em todo o estado, ou seja, atingimos a expectativa. Com apoio de várias categorias, como bancários, professores, rodoviários, sindicato dos vigilantes, entre outros, reforçamos a nossa reação contra essas propostas. Acreditamos que as matérias do jeito que estão tramitando não geram empregos e, certamente, penalizam o trabalhador", expôs Rilda.
Além de Maceió, as entidades de classe e sindicados conseguiram reunir manifestantes nos municípios de Delmiro Gouveia, Arapiraca, Branquinha, Satuba, Rio Largo, entre outros. "As fotos, números e relatos reforçam o sentimento de que a adesão foi grande em Alagoas. Pela primeira vez, conseguimos fazer grandes atos no interior do nosso estado. Vamos seguir reagindo", expressou.


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De acordo com Mauriza Cabral, representante do movimento Mulheres do Partido dos Trabalhadores, o ato desta sexta reforça o sentimento de que o trabalhador não pode ser penalizado. "Esse movimento representa a gota da água. A direita sempre esteve organizada, mas quando os trabalhadores se mobilizam, ela retroage. E tenho certeza que agora, com a força das mulheres, junto com os homens, vamos avançar na conquista e na manutenção dos direitos trabalhistas", expressou Cabral.

