Sem respostas do Estado: donos de bares e restaurantes alertam para demissões em massa e fechamento de estabelecimentos
Segundo um dos franqueados, são 3.500 empregos perdidos por mês no setor; governo estadual prorrogou recentemente medidas da fase vermelha
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel/AL) divulgou um vídeo nesta quinta-feira (1º) relatando as dificuldades sofridas pelo setor atualmente diante da manutenção do decreto do governo do Estado. Os pedidos de ajuda, protagonizados por diversos franqueados da associação que estão sofrendo com o fechamento, protestam contra as medidas mais rígidas de distanciamento social colocadas no setor. Eles cobram por parte do governo um resposta para quando será o retorno das atividades. Enquanto isso, apontam eles, há demissões em massa e fechamento de estabelecimentos.
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“Num estado que tem o turismo como mola propulsora do desenvolvimento, somos o setor que mais emprega, mas fomos escolhidos para ser a única atividade econômica a fechar suas portas”, diz um dos empreendedores. Na fase vermelha, bares e restaurantes só podem funcionar via delivery e na modalidade pague e leve.
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Segundo um outro franqueado, são 3.500 empregos perdidos por mês no setor em Alagoas. As medidas afetam a vida de 14 mil pessoas, segundo estimativas da associação. “Cada minuto desse conta. Como ficam as vidas dos garçons, dos atendentes, dos auxiliares, dos cozinheiros, dos chefs de cozinha?”, pergunta outro empresário.
A Abrasel/AL reclama que não teve suas reivindicações ouvidas pelo governo estadual, que recentemente prorrogou as medidas de distanciamento social por mais 14 dias, mantendo o fechamento de bares e restaurantes.


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Na semana passada, Alagoas chegou próximo de atingir o seu pico de mortes pela Covid-19 em uma semana. Apenas uma semana antes, foi observado o segundo maior registro de casos da doença por semana no estado. Atualmente, 87% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do estado se encontram ocupados.
