R$ 17 milhões: sino custou o triplo do divulgado por associação de padre Robson
MP apura desvios de doações de fiéis na entidade.
O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) revelou nesta quinta-feira (10) que o maior sino suspenso do mundo, previsto para ser instalado na nova Basílica de Trindade, custou R$ 17 milhões. O montante é quase o triplo do valor revelado pela Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) - R$ 6 milhões - à época da aquisição, em 2014. Uma operação apura desvios de doações de fiéis na entidade, criada pelo padre Robson, também alvo das investigações.
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O G1 entrou em contato, às 15h46, com a assessoria do padre questionando sobre a diferença dos valores, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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A descoberta do valor real do sino foi feita pelos promotores de Justiça durante análise de parte do material apreendido pela Operação Vendilhões, deflagrada no último dia 21 de agosto.
De acordo com o promotor Sandro Haldfeld, o contrato de compra do sino consta nos documentos em poder do MP, usados como evidências. Dispositivos eletrônicos e com função de armazenamento, como pen drives e HDs, ainda estão sob a tutela da Polícia Técnico-Científica para verificação.


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"Já foi pago tudo [o valor do sino], os R$ 17 milhões. Foram 4 milhões de dólares na cotação de agosto de 2014 e R$ 7 milhões. Apreendemos o contrato de aquisição, R$ 6 milhões era só uma parcela", disse Haldfeld.
