Quatro municípios de AL estão com abastecimento de água danificado após fortes chuvas
Palmeira dos Índios, Paulo Jacinto, Anadia e Maribondo são as cidades que foram afetadas
Quatro municípios estão com o abastecimento de água tratada prejudicado devido às fortes chuvas fortes que atingem Alagoas deste o final de semana. As cidades são Palmeira dos Índios, Paulo Jacinto, Anadia e Maribondo.
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Segundo informações da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), em Palmeira dos Índios, a operação foi interrompida após a ocorrência de deslizamentos na parte alta da cidade, onde se localizam as adutoras dos Sistemas Caçamba e Carangueja. Por mais que o sistema não foi danificado, o bombeamento foi desativado. Estes levam água das barragens para a Estação de Tratamento de Água (ETA).
Em Paulo Jacinto, a correnteza da barragem do Cavaco danificou o motobomba flutuante, que executa a captação superficial do líquido. Técnicos da Casal já estão trabalhando para reduzir os danos e restaurar o abastecimento o mais rápido possível.
Já em Anadia, as águas brutas foram prejudicadas pelas chuvas, complicando o tratamento. A captação, assim, paralisou.


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Por sua vez, em Maribondo, que também recebe do mesmo local de Anadia, teve o fornecimento de água interrompido. A Casal está monitorando a situação, a fim de garantir o fornecimento de água para os municípios.
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Entenda como as chuvas prejudicam o abastecimento
O acúmulo de partículas sólidas e o aumento da turbidez da água bruta, que são destinadas às Estações de Tratamento de Água (ETAs), são os motivos principais para a interrupção do abastecimento de água tratada. Portanto, para que a água enviada para a população esteja nos padrões de qualidade exigidos por lei, o procedimento recomendado é que se reduza a vazão de água ou, até mesmo, suspender a vazão.
Isso é o que está sendo feito agora nesses municípios alagoanos. As chuvas, que causaram deslizamentos e enchentes levaram a poluição de centros urbanos para mananciais. Além disso, há também danos a equipamentos e quedas de energia, que também contribui para as paralisações em emergência do abastecimento.
Sobre a questão do mínimo para água ser considerada adequada para abastecer a população, a coordenadora de Tratamento de Água e Esgoto da BRK em Alagoas, Magnólia de Jesus, explicou o que ocorre. “Se o rio atinge um nível de turbidez acima do limite da capacidade de tratamento da estação, não é possível assegurar que essa água saia da ETA dentro dos padrões de potabilidade exigidos para consumo humano. Por isso, é preciso suspender a captação até que a água bruta esteja novamente apta para ser tratada e distribuída com qualidade, o que não ocorre imediatamente quando as chuvas param."
Não há sistemas de abastecimento que aguentam os transtornos de temporais ou chuvas torrenciais. Assim, existem ETAs com estruturas mais adaptadas e tecnologia avançada.
*com informações da assessoria.

