Professor da Uncisal denuncia restrições de uso de centro de reabilitação
Geraldo Magella diz que ordem partiu da secretária Cláudia Petuba; já titular da Selaj diz que restrição parte de servidores da universidade
O professor de Fisioterapia da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Geraldo Magella, utilizou suas redes sociais, no início da tarde desta terça-feira (17), para denunciar que teria sido impedido de ter acesso ao Centro de Fisioterapia e Reabilitação (Cefire), instalado no Estádio Rei Pelé, no bairro Trapiche da Barra, em Maceió. Segundo Magella, a ordem teria partido da secretária de Estado de Esportes e Lazer (Selaj), Cláudia Petuba, que negou a informação.
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O professor alega que, ao chegar ao centro de atendimento para trabalhar, foi surpreendido pelo porteiro, que lhe comunicou que ele estaria impedido de ter acesso ao local. Quando questionado, o servidor informou que foi a determinação partiu da secretária Petuba.
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No Facebook, o fisioterapeuta fez um desabafo. "Informo que, hoje, deixarei de atender pacientes com hérnia de disco e que sofrem de intensas crises álgicas de coluna pelo simples fato de uma secretária de estado entender que pode fazer da coisa pública um espaço privado", publicou Geraldo Magella.

A secretária Cláudia Petuba, por sua vez, divulgou um vídeo por meio do qual esclarece o ocorrido. Segundo ela, o problema reside no fato de servidores ligados à Uncisal estarem impedindo o acesso de servidores da Selaj, atletas alagoanos e população em geral, a fim de que deixem de utilizar o espaço.


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No vídeo, Petuba esclarece que o Cefire foi um espaço construído como legado da Copa do Mundo de 2014, quando Alagoas recebeu a seleção de Gana e promoveu melhorias no Estádio Rei Pelé, onde funciona o espaço. Segundo ela, a triagem para uso do centro se dava de forma compartilhada, entre a Selaj Uncisal, com a universidade selecionando pessoas que precisam se submeter a tratamento fisioterápico, e a secretaria cooptando atletas e servidores interessados na prática esportiva.
No comunicado, Petuba afirma ainda que, desde que foi inaugurado, a Selaj estaria sendo vítima do "excesso de burocracia praticado pelos servidores da universidade estadual", razão pela qual, nessa segunda-feira (16), resolvera desautorizar o acesso ao espaço por qualquer servidor da Uncisal, "caso a instituição continue a barrar pessoas que não têm relação com a universidade".
Na manhã desta terça, três trabalhadores da Selaj teriam sido impedidos de utilizar o espaço de reabilitação, o que levou a secretária, segundo ela, a cumprir o prometido, impedindo o acesso de servidores da Uncisal ao Cefire.
Confira o vídeo:
