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Policial militar é símbolo de luta e superação contra o câncer de mama

Há 12 anos servindo à Instituição, a major Cláudia Falcão descobriu o câncer em 2015

'Outubro Rosa' é uma campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce de câncer de mama, que ocorre todos os anos, desde o surgimento do movimento em Nova York, no ano de 1990. A campanha não visa só levar o alerta às mulheres, mas sim para toda a sociedade. Por isso, na tarde desta terça-feira (23), a Polícia Militar de Alagoas apresenta a história da oficial do quadro de Especialistas da corporação, major Cláudia Falcão, símbolo de superação e luta contra a doença.

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Há 12 anos servindo á Instituição, a policial assistente social, foi diagnosticada em 2015 após fazer exames preventivos. Cláudia ficou assustada quando descobriu a doença, fato este que a fez repensar muito na vida e ela relata que o apoio dos filhos Davi Falcão, de 25 anos, e Ana Luísa, de 23, além dos amigos e dos familiares, foram cruciais na luta e enfrentamento do que estava por vir.

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"Assim que descobri o diagnóstico da doença eu fiz a mastectomia e os médicos colocaram expansores, próteses provisórias, antes das definitivas, e após um mês da cirurgia me submeti às sessões de quimioterapia, de maio a outubro de 2015. Após esse período viajei até a cidade de São Paulo para iniciar o tratamento de radioterapia. Antes de fazer a cirurgia reconstrutora tive rejeição ao processo de expansão e tive que ir às pressas para o Hospital Sírio Libanês. Só em 2016 é que fiz a reconstrução das duas mamas", explicou a oficial.

Ao retornar sua rotina de vida e trabalho, a major viu tudo isso se tornar pequeno quando, em fevereiro deste ano, durante o banho, ela descobriu um nódulo bem pequenino, milimétrico, na axila. E, após punção, foi constatado a recidiva tumoral.

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"Foi angustiante para mim receber aquele diagnóstico, e naquela ocasião eu me perguntava: o que fazia de errado nos cuidados alimentares, psicológicos e na saúde, para que a doença tivesse voltado? Sentia calafrios só em pensar que poderia ter metástase e também ter novamente que fazer o tratamento quimioterápico, uma vez que o processo é desagradável e mexe com a nossa autoestima", lembra a major Cláudia Falcão.

Ela destaca ainda que o câncer tem cura, porém aqueles casos em que a doença está em um estágio mais avançado a probabilidade é bem menor, como foi o caso da oficial. "Eu não fico focada na questão de hoje estar curada, meu foco é viver um dia de cada vez, intensamente e sem pressa", assegura.

Após passar por terapia com um psicólogo, a major criou um cantinho em sua casa o qual batizou de "cantinho de oração". Nesse altarzinho, diariamente, além do seu momento espiritual com Deus, ela depositava nomes de pessoas que, assim como ela, sofriam com a doença.

Na corporação, além da oficial, temos registros de outras policias que enfrentaram o câncer de mama, além da perda precoce da cabo Alessandra Alencar, que morreu em outubro de 2016, vítima da doença.

Campanhas de combate ao câncer

Quem for ao Maceió Shopping, no bairro Mangabeiras, pôde apreciar a exposição fotográfica do projeto 'Beleza em Foco', idealizado pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, que traz fotos das verdadeiras "Guerreiras de Alagoas". Dentre as personagens é possível ver a bela oficial alagoana que, pela segunda vez consecutiva, abrilhanta o projeto.

Além de campanhas, a major Cláudia Falcão tem promovido palestras e atividades, tanto na capital quanto no interior do estado, de conscientização para a luta contra a doença.

"A solidão pode ser um sentimento que assola a paciente com câncer de mama. Mas lembre-se que você não está sozinha. Hoje tento disseminar a experiência que vivi para a luta contra o câncer de mama e tentar quebrar o estigma que existe em torno da doença. As mulheres devem fazer sempre o auto exame e, se diagnosticada, procurar fazer tudo que estiver ao seu alcance para ser recuperar e vencer", salientou a militar.

E hoje? Como é a rotina de vida da oficial?

Um estudo inédito no Brasil, publicado online pela revista Nature e apresentado na manhã do último dia 19 pelo Ministério da Saúde, indica que cerca de 12% das mortes de mulheres por câncer de mama poderiam ser evitadas pela prática regular de atividade física (150 minutos por semana).

É essa busca pela qualidade de vida que moveu a policial alagoana, hoje lotada na Secretaria de Segurança Pública (SSP) compondo o Núcleo de Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho, a vencer barreiras através da prática de esportes, ela destaca a felicidade de poder voltar a nadar, pois muitos duvidavam que ela iria conseguir.

"A atividade física corresponde percentualmente, em termos de proteção ao organismo e defesa contra o câncer, ao tratamento de quimioterapia, conforme meu próprio médico me recomenda a prática, pois reduz situações inflamatórias e aumenta a imunidade. Vou retornar à natação e estou feliz por isso, pois passei a ser referência no Hospital Sírio Libanês para atletas que fizeram a técnica que eu fiz, uma vez que eu não só retirei o câncer das mamas eu sofri lesões que poderiam me deixar limitadas. Um músculo das minhas costas, o grande dorsal, foi colocado para a frente e o serrátil retirado em minha segunda cirurgia. Eu devo mesma ser protegida por Deus, acho até que Ele dá um extra para mim", expõe feliz a vitoriosa guerreira Cláudia Falcão.

A PMAL orienta a todas as integrantes do quadro feminino e masculino, vale ressaltar que os homens também podem ter câncer de mama, é raro mas pode acontecer, bem como às esposas dos policias militares, sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama na realização do auto exame. A corporação estará sempre aberta no apoio à causa, bem como as mulheres que por ventura tenham ou venham ter a doença.

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