Policiais civis denunciam ausência de peritos no IML durante os plantões
Segundo o Sindpol, equipe que leva os presos ao IML para exames precisa esperar muitas horas para liberação
O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) denuncia ausência de peritos no Instituto Médico Legal (IML) durante plantões. Segundo Ricardo Nazário, presidente do Sindpol, a queixa de outros policiais civis sobre a ausência de peritos dura há quase quatro meses. A Perícia Oficial de Alagoas relatou que o perito-geral do órgão ainda não foi notificado sobre a denúncia.
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"Há cerca de quatro meses, os policiais civis que levam os presos ao IML para a realização do exame de corpo de delito se queixam das horas gastas no instituto à espera de um perito para a realização do exame", contou Ricardo Nazário. Segundo o presidente do Sindpol, já houve relatos de policiais que ficaram no IML durante 3h, com cerca de 15 presos, à espera da realização do exame de corpo de delito. O presidente enfatiza que esse problema está sendo constante após as 18h.
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"Todos os dias da semana há reclamações de policiais devido à demora para a realização do exame. Quando eles chegam lá, são informados da falta de peritos para a realização do corpo de delito. A situação tem se agravado nos últimos meses e só acontece após as 18h", explicou.
Ricardo relatou à reportagem que os policiais civis já foram informados de que não há hora exata para encontrar um perito disponível após as 18h. Mas, apesar disso, ele pede para que o IML informe a Polícia Civil sobre os horários exatos em que esses exames possam ser realizados, a fim de evitar mais esperas.


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Segundo Ricardo, nesta manhã, o Sindpol enviou um ofício ao IML. No documento, consta uma solicitação de reunião com o diretor do Instituto. Até o fechamento desta reportagem, a Perícia Oficial havia contado que não foram notificados oficialmente sobre o documento e nem sobre a problemática relatada pelo sindicato.
Ainda em resposta à denúncia, a Perícia Oficial informou que o perito-geral do órgão, Manoel Melo, só falará sobre a questão relatada quando for notificado oficialmente. O órgão ainda enfatiza que, no momento em que for notificado, tomará as medidas dentro do direito vigente.
