Polícia conclui investigações do caso Backer após 5 meses
Mais de 70 pessoas prestaram depoimentos, dentre elas, vítimas sobreviventes, suspeitos e testemunhas.
A Polícia Civil informou, no início da noite desta segunda-feira (8), que concluiu hoje as investigações do caso da síndrome nefroneural, provocada por contaminação de cerveja da marca Backer por dietilenoglicol.
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Pelo menos 42 pessoas foram intoxicadas pelo dietilenoglicol, substância encontrada nas cervejas da Backer. Nove morreram.
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Os trabalhos foram coordenados pela 4ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro. As informações completas serão repassadas à imprensa nesta terça-feira (9) pelo delegado Flávio Grossi, responsável pelas investigações, e pelo superintendente de Polícia Técnico-Científica, Médico-Legista Thales Bittencourt.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito tem cerca de 4 mil páginas e mais de 70 pessoas prestaram depoimentos, dentre elas, vítimas sobreviventes, suspeitos e testemunhas.


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Desde 5 de janeiro, quando se iniciaram os trabalhos investigativos, várias perícias foram realizadas. Conforme amplamente divulgado, desde meados de abril, a sabotagem está completamente descartada.
Sem assistência
Nenhuma das vítimas recebe assistência financeira da Backer para cobrir as despesas com os tratamentos médicos, que já foi determinado pela Justiça. A empresa alega que, após ter tido os bens bloqueados, não têm recursos para arcar com os custos.
Uma das vítimas, o taxista Josias Moreira, não tem plano de saúde e enfrenta dificuldades para conseguir todos os exames especializados na rede de saúde. Como era ele quem matinha a casa, a família está passando por dificuldades financeiras.
A Backer garante que não adquiriu a substância dietilenoglicol. Reforçou que a comercialização e produção estão suspensas até que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e outros órgãos de fiscalização autorizem a retomada das atividades.
Sobre o custeio de gastos médicos das vítimas, disse que iniciou as tratativas ainda em janeiro, com mediação do Ministério Público, mas que a judicialização do caso, com bloqueio dos bens da empresa e dos sócios, "inviabilizaram as iniciativas".
A Backer afirmou que o Mapa identificou que 219 lotes de cerveja em estoque estão de acordo com padrões de qualidade. A empresa informou que aguarda manifestação da Justiça para venda do estoque para poder usar parte para pagar colaboradores, funcionários e fornecedores. Outra parte será para pagamento do auxílio emergencial a consumidores com sintomas de intoxicação.
