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Pandemia eleva em 30% lucro das farmácias de Alagoas

Vitamina C e medicamentos que, supostamente, auxiliam no combate à Covid-19 foram os carros-chefe dessa alta

A pandemia da Covid-19 deve elevar em até 30% a arrecadação das farmácias em Alagoas, neste ano, na comparação com o ano passado. A estimativa é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Alagoas (Sincofarma-AL), José Antônio Vieira.

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Segundo ele, vitamina C e medicamentos que, supostamente, auxiliam no combate à Covid-19 foram os carros-chefe dessa alta. Vieira revelou que, durante o pico da pandemia no estado, em meados do mês de junho, teve farmácia de bairro que conseguiu aumentar as vendas mensais de R$ 30 mil para R$ 50 mil, e unidades maiores saíram de R$ 60 mil para R$ 90 mil.

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O presidente da entidade atribuiu o aumento nas vendas à pandemia e à busca do alagoano em tentar se proteger do coronavírus. Segundo Vieira, o aumento aferido em 2020 está ligado a produtos específicos. Ele revelou que vermífugos, como a Ivermectina e Nitazoxanida, tiveram alta procura, mesmo sem a eficácia comprovada no combate à Covid-19.

O presidente do Sincofarma conta que a procura aumentou à medida que eram divulgadas novas informações acerca dos medicamentos. O próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido), fez afirmações sobre o uso destes remédios, mesmo sem a eficácia comprovada.

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Em agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a venda desses medicamentos sem a retenção de receitas. Além dos vermífugos, o presidente do Sincofarma contou que as vendas de vitamina C também aumentaram durante a pandemia.

José Antônio Vieira atribuiu a alta nas vendas de vitamina C ao isolamento social e a uma possível tentativa do alagoano de se proteger da Covid-19. Já os testes rápidos para Covid-19 não tiveram tanta procura na rede de farmácias em Alagoas.

Segundo o Sincofarma, apenas três redes de farmácias disponibilizam os testes no estado. "Até a eleição, a procura tinha quase acabado. Nem se ouvia falar. Agora voltou a ter procura, é uma crescente, mas nada muito grande", afirmou José Antônio Vieira.

O presidente do sindicato contou que o preço desses testes baixou, na comparação com o início da pandemia, porque a logística de compra e distribuição aumentou. Além dos testes, José Antônio Vieira diz que não há risco de desabastecimento nas 1.800 farmácias de Alagoas.

Mesmo com a alta procura, ele garante que o estoque dos medicamentos e a logística estão bons. No começo da pandemia, produtos como máscaras cirúrgicas e álcool em gel faltaram em algumas unidades.

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