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Óleo que atingiu praias do Nordeste não é brasileiro, afirma Bolsonaro

Presidente diz ter 'um país no radar', mas não revelou qual; manchas atingiram 132 localidades em 61 municípios

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta segunda-feira (7) com ministros e comandantes das Forças Armadas para discutir o aparecimento de manchas de óleo em praias do Nordeste. O encontro aconteceu na sede do Ministério da Defesa.

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Após a reunião, Bolsonaro disse a jornalistas que as manchas de óleo estão sendo "analisadas" desde 2 de setembro. Ele afirmou que trata-se de uma investigação "bastante complexa" e frisou que o óleo não é produzido e nem comercializado no Brasil.

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Segundo o presidente, o aparecimento das manchas pode ter origem criminosa ou acidental. De acordo com ele, existe um país "no radar", mas Bolsonaro não quis dizer qual.

"Pode ser algo criminoso, pode ser um vazamento acidental, pode ser um navio que naufragou também. Agora, é complexo. Temos, no radar, um país que pode ser o da origem do petróleo e continuamos trabalhando da melhor maneira possível", declarou.

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Participaram presencialmente da reunião em Brasília os ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Augusto Heleno (Segurança Institucional), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e os comandantes Edson Leal Pujol (Exército) e Antonio Bermudez (Aeronáutica).

O ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) e o comandante da Marinha, Ilques Barbosa, participaram da audiência por videoconferência. Salles está em Sergipe, para onde viajou a fim de fazer um sobrevoo pelo litoral. Ilques Barbosa está no Rio de Janeiro.

No sábado (5), Bolsonaro determinou a investigação das causas e dos responsáveis. As investigações são conduzidas pela Polícia Federal, Ministério da Defesa, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O presidente fixou prazo de 48 horas, encerrado nesta segunda, para a apresentação dos dados coletados e as providências adotadas até o momento.

As manchas de petróleo têm aparecido em praias nordestinas desde o início de setembro e já atingiram 132 localidades, em 61 municípios de 9 estados. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), a mesma substância está poluindo a costa brasileira.

A Marinha está fazendo o monitoramento de navios para identificar a origem do óleo que está poluindo as praias. Análises preliminares indicaram que se trata de petróleo cru, que não é produzido no Brasil.

No encontro, segundo a assessoria do Palácio do Planalto, as autoridades também monitoraram os resultados da Operação Verde Brasil, que tem como foco o combate a incêndios nos estados da Amazônia Legal.

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