OAB registra 11 casos de justiçamento em Alagoas somente em 2016
Uma morte devido à prática de "justiça com as próprias mãos" também foi contabilizada pela entidade
A Comissão de Direitos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB-AL), registrou 11 casos de justiçamento - quando a população promove 'justiça com as próprias mãos' - somente em 2016. Sete dos registros foram em Maceió, com a OAB tendo registrado uma morte.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Ricardo Moraes, os casos de justiçamento ocorrem sempre quando a população consegue interceptar a ação de suspeitos de algum crime.
Leia também
"A maioria dos casos diz respeito a pessoas que roubam ou furtam. Nesse instante, a população consegue impedir a ação, mas acaba se contradizendo em seguida, já que acaba por fomentar a violência, o que também é considerado crime", informou.
Ainda segundo Moraes, a maioria dos casos não tem solução. "É muito difícil detectar os agressores. Sempre há aqueles que instigam o ato, mas a identificação é difícil", disse o advogado, destacando ainda o fato de muitos casos de agressões ainda serem desconhecidos - já que não haveria o registro formal, com as informações restritas apenas aos veículos de imprensa.


"Vamos para a rua", convoca Lula ao pedir mobilização contra "retrocesso" no país

Incêndio destrói borracharia durante a madrugada em Palmeira dos Índios

Alfredo Gaspar celebra arquivamento no STF: "A verdade e a justiça chegaram"

Após derrota para JHC, Renan Filho reassume mandato e provoca críticos da escala 6x1
Entre os municípios que se tornaram palco de casos de justiçamento estão São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios e Rio Largo. Já em Coité do Nóia, um homem que teria sido flagrado roubando foi morto.
