MPAL pede que polícia investigue suposto crime praticado por gestor do Mercado
Procedimento deve apurar ocorrência de aglomeração no local, onde trabalhava 5ª vítima do coronavírus em AL
Após a morte da quinta pessoa vítima do coronavírus em Alagoas, o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPAL) requisitou, nesta quinta-feira (16), à Delegacia-Geral da Polícia Civil, a instauração de um procedimento investigatório criminal visando apurar a suposta ocorrência de crime de infração de medida sanitária, previsto no artigo 268 do Código Penal, supostamente praticado pelo gestor do Mercado da Produção de Maceió, onde trabalhava Cláudio da Silva, de 48 anos, funcionário de um açougue que morreu vítima da doença e que teria frequentado o ambiente de trabalho até poucos dias antes do óbito, inclusive na Semana Santa, podendo ter contaminado centenas de outras pessoas.
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Segundo os promotores de justiça Bruno de Souza Baptista e Sandra Malta, tal requisição levou em consideração "o recebimento de notícias, via imprensa, de ocorrência de intensa aglomeração no referido mercado, sem qualquer organização por parte da administração do estabelecimento, mesmo após o recebimento de instruções para se evitar esse tipo de aglomeração e realizar o correto procedimento de higienização, gerando risco concreto e efetivo de contágio pelo Covid-19".
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No ofício enviado ao delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, o Ministério Público solicitou que, o mais breve possível, seja enviada uma equipe da Polícia Civil ao Mercado da Produção para que, constatando que tal situação ainda permanece, seja lavrado um termo circunstanciado de ocorrência contra a administração do estabelecimento.
5ª vítima em Alagoas


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A Secretaria Estadual da Saúde (Sesau) confirmou, nessa quarta-feira (15), mais um óbito por Covid-19. No boletim divulgado pelo órgão, o prontuário confirmou se tratar de um homem de 48 anos, que trabalhava no Mercado da Produção. Ele foi o 5º paciente morto em razão da contaminação pelo novo coronavírus.
A vítima chegou a ser internada, na última sexta-feira (10), no Hospital Veredas. Depois, ela foi transferida, na última segunda-feira (13), para a UTI do Hospital da Mulher Dra. Nise da Silveira, onde permaneceu com ventilação mecânica até a sua morte. O açougueiro evoluiu para uma síndrome respiratória aguda grave e morreu em razão da falência múltipla de órgãos e parada cardiorrespiratória, segundo informações repassadas pela Sesau.
