MP-GO denuncia padre Robson e outras 17 pessoas por organização criminosa
Padre Robson de Oliveira é investigado por lavagem de dinheiro em Goiás
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) ofereceu denúncia contra o padre Robson de Oliveira Pereira e mais 17 pessoas por organização criminosa destinada a obtenção de vantagem. A denúncia é resultado de investigações realizadas na Operação Vendilhões, deflagrada em setembro deste ano.
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Segundo o MP, padre Robson seria o comandante de uma "organização criminosa empresarial que se utilizava de associações e empresas para realizar apropriações indébitas, falsidades ideológicas e lavagem de capitais em benefício próprio", desviando assim "recursos recolhidos em nome das associações de caráter religioso e com a finalidade declarada de construção de uma basílica e de realização de atos de caridade".
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Os promotores acusam o padre de desviar dinheiro de uma associação e repassar a terceiros. Procurado pelo UOL, a defesa do padre Robson afirmou que a denúncia "nada tem de novo" e que o religioso é alvo de "injustas acusações".
O religioso, que era presidente da Afipe (Associação Filhos do Pai Eterno), responsável pelo Santuário Basílica de Trindade, em Goiás, é suspeito de desviar cerca de R$ 120 milhões de doações de fiéis.


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Operação Vendilhões
Operação Vendilhões As investigações do Ministério Público de Goiás acerca do envolvimento do padre Robson de Oliveira Pereira no desvio de R$ 120 milhões culminaram com a Operação Vendilhões, realizada no dia 21 de agosto. No dia seguinte, o religioso se afastou da presidência da Afipe, ligada à Basílica do Divino pai Eterno, de Trindade.
O valor teria sido usado, segundo o MP, para aquisição de imóveis, entre os quais uma fazenda de R$ 6 milhões na cidade goiana de Abadiânia, e de uma casa de praia, no valor de R$ 3 milhões, em Guarajuba (BA).
A investigação teve início em 2018, quando padre Robson foi vítima de extorsão e teria pago cerca de R$ 2 milhões para não ter vídeos expostos na internet..
