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Moradores de rua na Jatiúca reclamam de 'gargalos' em obra

Afundamentos no pavimento, problemas de saneamento e vazamentos são alguns dos problemas crônicos da Rua Soldado Eduardo dos Santos

Um grupo de moradores e empresários, com residências e negócios na Rua Soldado Eduardo dos Santos, no bairro da Jatiúca, em Maceió, denuncia a falta de solução para os problemas crônicos existentes na localidade. Eles se dizem cansados e ameaçam não pagar impostos, como IPTU e taxas, em virtude da situação registrada no local.

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Afundamentos no pavimento, problemas de saneamento e vazamentos são situações que, segundo eles, jamais foram solucionadas há mais de uma década, segundo os relatos.

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"Queremos soluções definitivas, trabalhos paliativos não serão mais aceitos pela população. Já perdemos a confiança no poder público. Que tipo de benefícios ou reparações tiveram as pessoas estabelecidas na área, as empresas que enfrentam dificuldades pela falta de acesso? Continuamos pagando taxas, IPTU e outras", denunciou o empresário Alberto Costa Santos.

Além disso, os problemas afugentam os clientes e assustam os parentes dos moradores. Muitos temem que seus veículos sejam engolidos com a possibilidade de queda do pavimento.

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"A gente não entende como podemos estar há 13 anos sem uma solução. Temos uma galeria, instalada na rua, com 14 lojas. Estamos com um prejuízo de 2 milhões de reais. Inclusive há inquilinos da minha galeria que me acionaram na Justiça por um problema que eu não criei e que não é meu", reforçou Alberto.

As falas, em um tom desesperador, vêm também dos empresários Ronald Peixoto e José Almeida, que se dizem indignados e revoltados com a falta de solução e o tratamento dispensado pelo poder público nos últimos anos.

Eles apontam a Casal, o Governo do Estado, a Prefeitura de Maceió e, agora, a BRK, como responsáveis pela solução do problema, coisa que não aconteceu ao longo de mais de uma década. São anos e várias ações que só se mostraram paliativas, ao longo do tempo, disseram revoltados.

Alguns vizinhos do empreendimento, moradores e proprietários de negócios na região reclamam que a recorrência da situação promove uma grande desvalorização imobiliária do local em seus imóveis e estabelecimentos.

Alguns até entraram com ações da Justiça, com a esperança de recuperarem a destruição e desvalorização que a situação promoveu nas moradias e negócios estabelecidos na localidade. Os processos seguem no Judiciário.

Segundo os representantes dos moradores e empresários, a queixa também recai sobre o Ministério Público. Segundo eles, "Não há fiscalização e não há punição. O Ministério Público precisa intervir. Ninguém é responsabilizado, só o contribuinte perde. Pagamos os impostos e taxas durante todo ano e o que recebemos de volta é o desrespeito e até um tratamento vil, por parte dos responsáveis pela solução.

Segundo os moradores, a proximidade do período de inverno deixa-os ainda mais preocupados, diante de um maior volume de chuvas, que já é previsto todos os anos, a chamada quadra chuvosa que se aproxima.

"A chegada das chuvas, aumenta o medo, a incerteza e os prejuízos. Colecionamos perdas que nunca foram reparadas pelos responsáveis pelas soluções, deixando os moradores e empreendedores da localidade com todo o ônus da situação. Estamos extremamente prejudicados e já não sabemos mais a quem recorrer", afirma Alberto Costa.

Apesar de tudo, os moradores e investidores afirmam que não vão desistir de lutar contra os problemas, já do conhecimento dos responsáveis, pois a solução deles depende dessa disposição de não desistir.

"Lá se vão dois anos com a rua interditada e intransitável. Diante de um problema desse tamanho, que não teve solução durante todo esse tempo, as pessoas têm medo de que algo pior aconteça aqui. Durante vários momentos algumas construtoras realizaram obras aqui na rua e, faz tempo, prometem uma solução definitiva do problema", acrescenta.

No entanto, a dura realidade é bem diferente das propagandas oficiais e do que é mostrado pelos gestores, através das redes sociais.

"Como vamos pagar IPTU, contas de água, quedas nas vendas, perda de inquilinos e desvalorização dos imóveis, entre outros problemas. Além da galeria comercial, tem padaria, escola infantil, mercadinho, farmácia, boutiques, depósito de água, armarinho, loja de pesca, dentistas, salão de beleza", afirmam os moradores e donos de negócios.

Todos pedem a solução definitiva e apelam pela intervenção urgente do Ministério Público, em favor da comunidade. Vale salientar que o trânsito de veículos na rua foi interditado, ainda em dezembro passado, mas desde outubro foram realizados estudos, diagnóstico e limpeza, sendo removidas 80 toneladas de resíduos da tubulação, além de ter sido identificado um espaço de seis metros sem rede coletora, por isso o serviço realizado não teve sucesso.

A rede de esgoto da Rua Soldado Eduardo dos Santos nunca havia passado por uma limpeza preventiva, e, segundo a BRK, a tubulação original, implantada há mais de dez anos, tem cerca de um metro de diâmetro e seis metros de profundidade. A empresa confirmou que o trabalho foi realizado.

A reportagem tenta contato com a assessoria de comunicação da BRK Ambiental.

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