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MG tem maior número de resgates de pessoas em trabalho escravo

Problema crônico e recorrente no país, ainda nos dias atuais, trabalhadores são encontrados em situação semelhante à escravidão, também chamada de “escravidão contemporânea

De acordo com levantamento do Ministério do Trabalho, Minas Gerais foi o estado com mais pessoas libertadas no ano passado. Ao todo, 1.070.

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A operação com o maior número de resgatados foi realizada na região de João Pinheiro, no Noroeste mineiro. Pelo menos 273 trabalhadores estavam em situações degradantes em fazendas de cana-de-açúcar. Em abril do ano passado, 28 trabalhadores que vieram do Maranhão foram resgatados em uma fazenda na cidade de Veríssimo, no Triângulo Mineiro. Eles denunciaram que o fazendeiro não cumpria com as obrigações trabalhistas. A alimentação era insuficiente, faltava água potável, o alojamento era pequeno para o número de trabalhadores e eles não tinham equipamentos de proteção individual.

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Em novembro, na cidade de São Francisco, no norte do estado, trabalhadores foram resgatados em uma carvoaria. Segundo os fiscais, eles não tinham itens básicos de higiene e, se chovesse, tinham que se abrigar em algum forno que não estivesse sendo usado.

O combate ao trabalho análogo à escravidão é feito por várias frentes e conta com um grupo especial de fiscalização móvel, com atuação em todo o país. Em Minas, a fiscalização é permanente, e não apenas quando há denúncias. Esse foi um dos motivos para os auditores terem alcançado o maior número de fiscalizações no estado em todo país. Foram 117 em todo o ano passado.“É muito importante que as pessoas reconheçam que aquele trabalho, vizinhos, empregados, amigos daqueles trabalhadores saibam que aquele trabalho não pode ser realizado daquela forma. Saibam que a pessoa não pode trabalhar em condições indignas, em condições degradantes”, explicou a auditora fiscal do ministério do trabalho Liane Durão

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Denúncia

Segundo a Polícia Civil, durante o ano de 2022, foram resgatadas mais de 2 mil pessoas que estavam em condições análogas às de escravo no Brasil. O Código Penal Brasileiro criminaliza o trabalho análogo ao escravo e estabelece pena de dois a oito anos para o crime.

As denúncias podem ser feitas pela internet e de forma sigilosa por qualquer um dos meios abaixo:

  • Sistema Ipê: ipe.sit.trabalho.gov.br
  • Disque Direitos Humanos: ligação telefônica gratuita ao número 100

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