Marco Aurélio nega liberdade a traficante condenado junto com André do Rap
Defesa de Gilcimar de Abreu, ou 'Poocker', usou mesmos argumentos que levaram à soltura do outro traficante
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello negou, nesta quinta-feira (15), um pedido de liberdade feito pela defesa do traficante Gilcimar de Abreu, conhecido como Poocker.
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Os advogados queriam que Abreu, já condenado, fosse beneficiado pela mesma decisão que colocou em liberdade o traficante André Oliveira Macedo, o André do Rap.
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Poocker e André do Rap foram condenados em segunda instância por envolvimento nos mesmos crimes, investigados pela operação Oversea em 2014. Eles ainda recorrem da condenação e, por isso, não começaram a cumprir efetivamente as penas definidas pela Justiça.


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Ao negar o habeas corpus, Marco Aurélio Mello pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido. Após receber esse posicionamento, o ministro do STF pode emitir nova decisão sobre o caso.
Na última sexta (10), Marco Aurélio concedeu um habeas corpus a André do Rap por avaliar que a prisão do traficante tinha se tornado ilegal. A decisão se baseou num trecho do pacote anticrime, em vigor desde janeiro, que pede reavaliação das prisões preventivas a cada 90 dias.
A decisão de Marco Aurélio foi suspensa no sábado pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux, mas André do Rap já tinha sido colocado em liberdade. Até a publicação desta reportagem, ele seguia foragido. Nesta quinta, o plenário do STF manteve a decisão de Fux.
