Mais de mil animais marinhos encalharam no último ano em Alagoas, aponta relatório
Em 12 anos, 224 mamíferos encalharam no estado, a maioria golfinhos e baleias
Dados do Instituto Biota de Conservação, no último ano, mostram que 1.020 encalhes de animais marinhos foram registrados em Alagoas, sendo 30 mamíferos: 28 golfinhos e baleias, além de dois peixes-bois, 946 tartarugas marinhas e 44 aves marinhas. O relatório do órgão de preservação ambiental compreende o período do ano passado até o mês de abril de 2021.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

No total, desde 2009, quando o instituto começou a atuar em Alagoas, o Biota registrou 224 encalhes de mamíferos aquáticos: 211 cetáceos (golfinhos e baleias), 10 sirênios (peixe-boi-marinho) e pinípedes (lobo-marinho-subantártico). Além de milhares de tartarugas, de diversas espécies.
Leia também
O último caso registrado pelo Biota ocorreu no fim do último mês de julho, quando uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) foi encontrada na Praia da Avenida, em Maceió. O animal, uma fêmea jovem, estava emalhado pelo pescoço em uma rede de pesca e morreu devido à asfixia causada pela rede.
ENCALHADOS
O relatório do Instituto Biota mostra que, ao longo desses 12 anos, a maioria dos encalhes foram registrados em Maceió, o que está associado, segundo comunicado do instituto, ao fato de essa ser a área mais urbanizada e com mais ameaças antrópicas para os animais. Além disso, na área urbana há maior possibilidade dos animais que encalham nas praias serem encontrados por banhistas, moradores, entre outros.


Lula rebate Donald Trump: 'Não se meta nas eleições no Brasil'

Lula critica gastos militares e defende investimentos em países pobres

Deputado estadual Leonam Pinheiro defende o reforço da fiscalização de fogos com estampidos

Ex-prefeito do Pilar declara apoio a Arthur Lira ao Senado: 'político imprescindível'
Ainda segundo o Biota, entre os cetáceos com encalhes mais frequentes está o boto-cinza (Sotalia guianensis), com 102 registros. A espécie possui hábitos costeiros, o que aumenta a chance de interagir com ameaças como a pesca, colisão com embarcações e poluição.
Além do Sotalia, as duas outras espécies mais comuns são o Golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) e a Baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae), sendo essa última mais comum entre os meses de julho a novembro, quando a espécie vem se reproduzir na costa.
