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Mais de 500 mil alagoanos devem ser atingidos com saída de médicos cubanos

Usuários podem ser prejudicados temporariamente com cancelamento de cooperação e saída de médicos cubanos do Programa Mais Médicos

Cerca de 528 mil pessoas podem ficar desassistidas, temporariamente, no atendimento da atenção básica da saúde, após o anúncio do cancelamento da cooperação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) com o Programa Mais Médico do governo federal. Com a decisão, médicos cubanos devem deixar de prestar serviços no Brasil. No Estado, segundo o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (COSEM-AL), são 232 profissionais da medicina atuando no programa. Desse total, 123 são cubanos.

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"Em Alagoas, cerca de 528 mil pessoas podem ficar desassistidas, temporariamente, na Atenção Básica, caso seja confirmada a saída desses profissionais. Atualmente, 70 municípios do estado possuem médicos do Programa Mais Médicos, são 232 vagas para esses profissionais, atualmente preenchidas 132 por cubanos e 86 por brasileiros. O COSEMS/AL lamenta profundamente o anúncio da interrupção abrupta da cooperação técnica entre a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Governo de Cuba, que possibilita o trabalho de 7.850 médicos cubanos no Programa Mais Médicos do Brasil, assistindo uma população aproximada de 25 milhões de brasileiros", destaca em nota a presidente do conselho, Izabelle Monteiro Alcântara Pereira

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Segundo a presidente do conselho, com a chegada dos profissionais cubanos em Alagoas, em 2013, "houve um grande avanço na assistência da atenção básica, alcançado pela ampliação da oferta de atendimento médico à população". Ainda conforme a presidente do órgão representativo, "no Sertão alagoano, por exemplo, a grande maioria dos municípios está conseguindo dar a assistência adequada à sua população, devido a efetiva presença do médico na Unidade Básica de Saúde - UBS, todos os dias da semana e nos dois horários".

"Perder os médicos cubanos, nesse momento de incertezas nos recursos para a saúde pública, pode ser drástico e ter graves consequências para os municípios brasileiros", reforça Izabelle Monteiro.

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Para os representantes do conselho, de acordo com nota divulgada à imprensa, a Programa Mais Médicos e consequentemente a participação dos médicos cubanos têm contribuído para melhorar o trabalho das equipes de Saúde da Família nos municípios, assim como a assistência para a população. Como comprovação, o COSEM-AL cita a melhoria de indicadores nas áreas de pré-natal, mortalidade materno infantil e câncer de coloco do útero.

"O Programa conseguiu uma redução nas internações hospitalares por causas sensíveis à Atenção Básica (AB), analisadas a partir do Sistema de Informações Hospitalares-SIH", consta na nota.

Cobertura de 100% da atenção básica em municípios de Alagoas

De acordo com a divulgação do conselho, levantamento feito pelo Ministério da Saúde, divulgado em 2016, apontou que o Mais Médicos, em municípios com até 10 mil habitantes, é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica. E, no caso de 1.100 municípios, o Mais Médicos representa 100% da cobertura de Atenção Básica, que é o caso da maioria dos municípios do Estado de Alagoas. O órgão representativo das secretarias municipais destaca ainda a avaliação positiva da população sobre o programa, que chega a 95%, revelada por pesquisa da UFMG/IPESPE.

"Além de todas as dificuldades que podem ser ocasionados com a saída dos médicos cubanos, que prestam serviços na atenção básica, com muito zelo e competência em Alagoas, ainda visualizamos impactos sociais muito profundos para a realidade de saúde do estado. Aproximadamente um sexto da população alagoana deixará de ser assistida por

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